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Galamares

por Nuno Saraiva, em 14.07.06

Falar de Galamares nos últimos 50 anos é falar da esplanada do Alcino,as Caves de S.Martinho,inauguradas em 1949,e que durante décadas funcionou como pensão,restaurante e café.Muitos de nós,veraneantes dos anos sessenta e setenta ,ali assistimos ás tertúlias nocturnas de Agosto quando as famílias da capital vinham a banhos,e alugavam toldo ao mês na Praia das Maçãs,e se vestiam para ir á noite ao café,local de encontro social onde chegou a haver uma jukebox,se admiraram os shows de ilusionismo do Xaimix-ainda vivo,felizmente-e se chegou a pagar para assistir aos jogos do Mundial de Inglaterra,em 66,numa das primeiras televisões que por cá apareceram,ainda abauladas e com falhas regulares na ligação á Eurovisão.
E havia o Salão,com cinema e teatro(cinco escudos dois filmes,em 1970),e os matraquilhos "ao perde paga",e apanhavam-se enguias no rio,e tocava-se viola e ficava-se na conversa até ás 5 da manhã encostados aos muros das casas até que os galos da manhã cantavam e o carro do lixo começava o serviço..
Não é o reviver o passado em Brideshead,nem nenhum filme neorealista italiano,mas Galamares também teve os seus anos de brilho,cristalizadas que estão as memórias das nossas infâncias.!Como parecia longa a viagem de 4 horas entre Lisboa e Sintra,por dentro da Amadora e Massamá (ainda sem prédios),e os carros da Sintra Atlântico e do Eduardo Jorge,os pêssegos gigantes e as maçãs reinetas,e as noites cacimbadas a falar de tudo(até política...) no velho café do Alcino,inventando peças de teatro radiofónico .
E quem não lembra no pós 25 de Abril o primeiro comício em Liberdade no Carlos Manuel,com Salgado Zenha e o Zé Alfredo,e o Sargo Júnior,advogado madeirense exilado em Sintra por Salazar desde os anos 30 e da revolta do general Sousa Dias...
E o fogo de 1967?E as cheias de 83?
São muitas memórias,e sempre á sombra sentinela das Caves,e das Nozes Douradas,dos travesseiros e dum microcosmo que hoje na Alagamares queremos perservar,venerar e dinamizar.
Um dia a história de Galamares ainda há-de ser escrita,porque dos locais,cheiros,visões,pequenas e grandes alegrias e tragédias se constrói o passado que se quer deixar como testemunho,vivo ou escrito.E agora vou ás Caves beber uma imperial que já apetece.Boa noite!

Uma óptima memória de Fernando Morais Gomes no Alagamares

publicado às 11:17

COLARES

por Nuno Saraiva, em 06.07.06

Este conjunto de textos reunidos pela Alagamares é indispensável para quem gosta de Colares.

Copio aqui um muito interessante sobre o mestre Eça de Queiroz

 

EÇA DE QUEIRÓS E O VINHO DE COLARES

"SINTRA NA OBRA DE EÇA DE QUEIRÓS", por João Rodil (2000)
Cap. IV -Eça e o vinho de Colares

"Amante e boémio, com os poderes desinibidores capazes de fazerem espoletar o amor, ou, ao invés, bálsamo atenuante para desilusões amorosas, o vinho ocupa na vida e na literatura um lugar proeminente. Eça de Queirós, homem muito dado a petisqueiras - que concorreram, em boa parte, para a sua morte -, escritor que deu particular atenção aos amores tempestuosos, apresenta um vasto cardápio de vinhos ao longo da sua obra. De todos eles, um se destaca: o vinho de Colares.

De longínqua tradição, encimando a famosa lista da viticultura nacional, o vinho de Colares contém particularidades únicas, que o tornaram ao longo dos anos num dos mais apreciados vinhos do mundo. A sua famosa casta Ramisco, cuja vinha é abacelada em terrenos arenosos do litoral e sujeita ao micro-clima existente na região sintrense, produz um vinho de bouquet magnífico, cheio de delicadeza, sabor e perfume agradáveis, e com pequena percentagem de álcool.

A dúvida ainda subsiste quanto à data da plantação dos primeiros bacelos na região de Colares. Mas a expansão da vinha na Península remonta à mais alta antiguidade. Políbio fala dos vinhos da Lusitânia como sendo dos melhores da Europa, um século antes da era cristã. No foral afonsino de Sintra (1154) consta que se cultivava, já naquele tempo, a vinha na região. D. Afonso IV pretendeu animar a cultura da vinha, porquanto na doação que em 1255 fez do Reguengo de Colares a Pedro Miguel e sua mulher, Maria Estevão, foi com obrigação de plantar vinhas, o que levou o Visconde de Juromenha, na Cintra Pinturesca, a levantar a hipótese de ter este rei ali introduzido cepas originárias de França, pela semelhança deste vinho com alguns daquele país.

D. Dinis, que tão grande impulso deu à agricultura, entre as doações que fez a seu filho, o infante Pedro Afonso, em 1301, contam-se uma adega, diversas vinhas, terras, azenhas e outros domínios situados em Sintra e seus arredores. No Livro das Colheitas de D. Afonso IV, discriminam-se as colheitas efectuadas na Vila e seus arrabaldes, verificando-se que a produção do vinho era, à época, de três modios em Sintra e três modios nos arrabaldes. Segundo alguns cronistas, o desenvolvimento dos vinhedos permitiu que no reinado de D. Femando I (1367-1383) se fizesse o primeiro movimento de exportação de vinho.

A região de Colares possuía, então, uma viticultura florescente, que, a par de outras valiosas plantações, davam à Vila uma importância significativa. Por tal, D. João I, em 20 de Agosto de 1385, logo após a Batalha de Aljubarrota, entrega, por doação, a vila de Colares ao Condestável D. Nuno Álvares Pereira.

D. Manuel I, que atribuiu foral a Colares em 10 de Novembro de 1516, aumentou os privilégios que gozavam os agricultores da região, o que deu novo impulso à vinha. Nos documentos comprovativos do aviamento e carregação das naus que se destinavam à Índia, nota-se que o vinho de Colares era um dos preferidos. Por esta altura, na Crónica do Imperador Clarimundo (1520), João de Barros faz larga referência aos frutos do vale do Rio das Maçãs e, nomeadamente, ao vinho de Colares.

Estes elementos que vimos anotando, apenas corroboram a tradicional afirmação de que desde o séc. XIII, tem carta de nobreza o afamado Ramisco de Colares. Em 1865, os vinhais do país foram, em grande parte, devastadas pela filoxera. Mas os vinhais de Colares ficaram incólumes, para o que muito contribuíram as condições dos terrenos arenosos, em que o terrível insecto não encontrou modo de penetrar.

Por isso, a categoria do vinho de Colares impôs-se, fazendo dele o primeiro vinho de mesa nacional. É, portanto, com naturalidade, que vamos encontrá-lo mencionado com frequência na nossa literatura, nomeadamente na obra queirosiana.

Em Alves e C. a, O vinho de Colares ocupa um lugar de destaque nos produtos que Godofredo Alves negoceia, através da sua firma de exportação. Ao que parece, as colónias africanas eram grandes consumidores: «- O Sr. Machado deixou alguma recomendação a respeito do vinho de Colares para Cabo Verde?». Uma das facetas da bebida é, sem dúvida, o seu poder calmante, sobretudo se se trata de desgosto amoroso. Assim vamos encontrar Godofredo, depois de ter descoberto o adultério que sua mulher, Ludovina, cometera com o seu sócio, o Machado. É num jantar em sua casa, com alguns amigos: «Houve um curto silêncio. Medeiros gabou o Colares. E Carvalho, a respeito do Colares que ele costumava beber em Cabo Verde, lembrou um caso de duelo, lá, em que ele fora testemunha».

Um dos maiores elogios que Eça faz ao Colares, aparece em O Mandarim: «Ah!, que dia! Jantei num gabinete do Hotel Central, solitário e egoísta, com a mesa alastrada de Bordéus, Borgonha, Champagne, Reno, licores de todas as comunidades religiosas - como para matar uma sede de trinta anos! Mas só me fartei de Colares». É notória a preferência de Eça, na personagem Teodoro, pelo vinho de Colares, mesmo quando rodeado de outros vinhos tão famosos.

Em O Primo Basílio, para além das múltiplas referências à vila de Colares, também o vinho merece algum destaque. Ao retractar a mocidade da personagem central da obra, escreve o romancista: «Basílio tinha sido apenas um 'pândego' e, como tal, passara metodicamente por todos os episódios clássicos da estroinice lisboeta - partidas de monte até de madrugada com ricaços do Alentejo; uma tipóia despedaçada num sábado de touros; ceias repartidas com alguma velha Lola e uma antiga salada de lagosta; algumas pegas aplaudidas em Salvaterra ou na Alhandra; noitadas de bacalhau e Colares nas tabernas fadistas; muita guitarra; socos bem jogados à face atónita de um polícia; e uma profusão de gemas de ovos nas glórias do Entrudo». A partir de meados do século XIX, devido à enorme popularidade que atingiu o vinho de Colares, a produção não seria suficiente para abastecer todo o mercado. Em consequência, alguns comerciantes adulteravam o vinho genuíno, misturando-o com outros, e até acrescentando-lhe água e álcool. Eça de Queirós alude, em O Primo Basílio, a esse vinho adulterado: «Ele teve um sorriso infeliz. - Cear! Se se podia chamar cear ir ao Grémio rilhar um bife córneo e tragar um Colares peçonhento!» .

Nas recomendações que Rabecaz faz a Artur Corvelo, personagem central de A Capital, antes deste partir para Lisboa, o vinho de Colares também é incluído: «- Por exemplo, o amigo está num café com a rapaziada: arranja-se uma troça ao Dafundo, com boas pequenas... É preciso fazer saltar, pelo menos, seus três ou quatro mil-réis, para tipóia, pinguinha de Colares, etc...».

N'A Tragédia da Rua das Flores o vinho de Colares surge, pela primeira vez, na voz de Dâmaso que, ceando no 'Mata' com Vitor, pede ao taberneira o precioso líquido para acompanhar a comida: «- E Colares branco, ó Manuel!».

Desesperado com os ciúmes que lhe causava o caso entre Dâmaso e Genoveva, Vítor afoga as mágoas: «(...) bebeu uma garrafa de Colares, dois copos de conhaque: julgando-se interessante na sua dor e pensando em Alfred de Musset que, ele também se embebedava com álcool para esquecer as desilusões do amor humano».
Numa subtil alusão à nobreza do vinho de Colares, o pintor Camilo Serrão «(...) todo preocupado dos artistas da renascença e das suas maneiras régias, ofereceu a Genoveva maçãs e Colares; como Ticiano poderia ter oferecido as granadas de Tivoli com de Lacrima-Christi.».

Em Os Maias, as referências ao vinho de Colares multiplicam-se. De salientar o célebre jantar preparado pelo poeta Tomás de Alencar em Sintra, no Lawrence, bem regado com «grandes copos de Colares emborcados de um trago». E porque o vinho aqueceu os ânimos, perante as pálidas figuras de dois ingleses que o olhavam fixamente, o poeta exaltou-se: «- E, se aqueles ingleses continuam a embasbacar para mim, vai-se-lhes um copo na cara, e é aqui um vendaval, que há-de a Grã-Bretanha ficar sabendo o que é um poeta português!...».

De referir ainda a carta que Dâmaso Salcede escreve ao seu tio Guimarães, o «amigo de Gambetta», tentando cativá-lo: «O meu querido tio sabe como eu gosto de si, que até estava o ano passado com tenção, se soubesse a sua morada em Paris, de lhe mandar meia pipa de vinho de Colares».

Também em Uma Campanha Alegre, reunião dos textos de As Farpas, Eça faz larga menção ao vinho de Colares. Satirizando uma sessão da Câmara dos Deputados, oferece-nos uma recriação tipicamente queirosiana:

«O Sr. José Dias (batendo com a bengala sobre a mesa, a um contínuo): - Dois cafés! Um cabaz! Vozes (atravessando o corpo legislativo). - Salta meia de Colares!».

No descontentamento com a situação política que o país atravessava, Eça, cidadão atento e artista de pena afiada, remata assim o final da sessão:

«A Câmara sai, correndo, gritando, rebolando pelas escadas abaixo. Os contínuos levantam as garrafas de Colares».

Jaime Batalha Reis, recordando o seu convívio com Eça de Queirós, não deixa de registar a apetência deste por ceias acompanhadas a vinho de Colares. A propósito de um desses momentos em que cearam juntamente com João de Sá Nogueira, conta-nos Batalha Reis: «E íamos, com efeito, encontrar este nosso amigo, oficial do Ultramar, que à ceia nos contava - durante o bacalhau com batatas, o meio bife e o Colares - as pitorescas aventuras das sus viagens pelos sertões de Angola»

 

publicado às 13:49

Largo da igreja III

por Nuno Saraiva, em 15.06.06

Photobucket - Video and Image Hosting

O nosso amigo e vizinho Ricardo Carvalho enviou-nos esta fotografia de 1958 disponível no arquivo on-line da Câmara Municipal de Sintra, que muito agradeço.

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Aproveito para deixar duas notas:

- O player do post abaixo já funciona para quem quiser ouvir.

- Este blog é aberto a participações, por isso quem quiser participar é enviar o seu texto, foto, ou até mesmo conteúdo audio ou vídeo, para o meu mail. Só não serão publicados conteúdos desapropriados do tema do blog, comerciais ou ofensivos.

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Apesar de estar em cima da hora deixo ainda a nota de mais um passeio que a Alagamares vai organizar Sábado 17 de Junho

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Da Estefânea à Vila Velha, no rasto de José Alfredo (17.06.2006)

A Alagamares-Associação Cultural realiza, neste próximo Sábado, dia 17 de Junho, pelas 10h, um passeio que visa reconstituir a história e as estórias de figuras e locais da Vila de Sintra, seguindo de perto as memórias de um dos maiores vultos da cultura sintrense do séc. XX, José Alfredo da Costa Azevedo (1907-1991), escritor, pintor, publicista e primeiro presidente da Câmara depois do 25 de Abril. Nele se falará da loja maçónica Luz do Sol, de Adães Bermudes, da Sapa e da Piriquita, do Palácio de Valenças, da Lawrence, do Paço de Sintra e muito mais.

Está também prevista uma visita à Sociedade União Sintrense e a um museu municipal (Anjos Teixeira ou Ferreira de Castro). Concentração junto à estátua do Soldado Desconhecido, na Correnteza, em Sintra. Custo: Eur 3.00. Inscrições para o 918343698 ou info@alagamares.net. Limite de 30 participantes.

Leitura prévia recomendada: OBRAS DE JOSÉ ALFREDO DA COSTA AZEVEDO I - BAIRROS DE SINTRA (1997). Edição da C.M. de Sintra, cartonada, com ilustrações, 334 páginas. Outras obras de José Alfredo, aqui.

 

publicado às 12:23

Colares na blogosfera

por Nuno Saraiva, em 29.04.06

"Colares conta, desde há poucos dias, com dois blogues a si dedicados!

Temos o já famoso e prestigiado BLOGUE DE COLARES, de Nuno Saraiva, cujo endereço é
colares.blogs.sapo.pt, e agora apareceu um novo blogue também sobre Colares, designado NOTÍCIAS DA FREGUESIA DE COLARES, de Vitalino, no endereço freguesiacolares.blogspot.com.

A ALAGAMARES deseja aos autores destes dois blogues os maiores sucessos, esperando que ajudem a divulgar e a valorizar o debate sobre as questões que mais interessam a essa lindíssima e histórica vila que é Colares!"

Post no blog Alagablogue da Alagamares

 

(De regresso após uns dias sem por os coutos em Colares)

publicado às 22:06

2ª Oficina de Teatro da Alagamares

por Nuno Saraiva, em 13.04.06

ALAGAMARES CONVIDA!!!
2ªOFICINA DE INICIAÇÃO AO TEATRO

ORIENTADA POR RUI MÁRIO, ACTOR E DIRECTOR DA COMPANHIA DE TEATRO PROFISSIONAL "TAPAFUROS" E PROF. TEATRO DA ESC .SEC.LEAL DA CAMÂRA.

Image hosting by Photobucket

 

LOCAL: SPORT UNIÃO COLARENSE

DATAS E HORÁRIOS: DE 19 ABRIL A 13 MAIO, TODAS AS 4ºFEIRAS DAS 20H00 ÀS 22H30 E SÁBADOS DAS 15H00 ÀS 17H30

INSCRIÇÕES: ATÉ 15 ABRIL ATRAVÉS DO info@alagamares.net
ficha de inscrição para download: Ficha de inscrição

PREÇOS POR PESSOA:
SÓCIOS e ESTUDANTES: 50,00€ / NÃO SÓCIOS: 60,00€

publicado às 10:48

Colarense ou Colarejo?

por Nuno Saraiva, em 20.03.06

Dúvida colocada no Ciber-dúvidas por Ricardo Carvalho

Tema

Os naturais de Colares

Pergunta/Resposta

   Os naturais da vila de Colares, concelho de Sintra (Portugal), devem designar-se “colarenses” ou “colarejos”?
   Nota: Esta dúvida foi por mim levantada durante o passeio cultural que a Alagamares – Associação Cultural realizou recentemente através do centro histórico daquela vila. Apesar da resposta dada durante o passeio pelo historiador João Rodil, que apontou “colarense” como sendo a forma correcta, em meu entender persiste ainda alguma dúvida pois, por exemplo, Nuno Saraiva, autor do blogue de Colares, refere, com recurso ao Prontuário Ortográfico e Guia da Língua Portuguesa, da autoria de Magnus Bergström e Neves Reis, que a forma correcta será antes “colarejo”.
   Peço ajuda ao Ciberdúvidas da Língua Portuguesa para 'desempatar' nesta questão.
   Agradecido.

Ricardo Carvalho
Portugal

Resposta:

Colarejo é a única forma inclusa nos Topónimos e Gentílicos de I. Xavier Fernandes e no Vocabulário da Língua Portuguesa de F. Rebelo Gonçalves.F. V. P. da Fonseca

17/03/2006

publicado às 09:11

Image hosting by Photobucket Artigo do Diário de Notícias acerca do passeio da ALAGAMARES. João Rodil, afirmou, segundo o DN, que o correcto é dizer Colarense, colarejo era seria apenas gerúndio da popular. Assuntos da língua portuguesa interessam-me e este é bem interessante: O que é que faz uma palavra ser correcta? A sua absorção pela população ou a sua história? Como foram definidos os adjectivos relativos às terras dum individuo? Por norma há um sufixo a acrescentar que será imposto pela tradição. Já agora o que estará mais correcto? Lisboeta ou Lisbonense?

publicado às 10:24

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publicado às 09:13

 

Já ouviu falar da alemã que povoou Colares? E do príncipe Sigurd, o viking que precedeu os portugueses em Sintra? E do reguengo de Colares? O passeio cultural pedestre da Alagamares-Associação Cultural, a realizar no próximo dia 11 de Fevereiro, Sábado, inclui explicação para isto e muito mais.

Na sequência de um programa de difusão da historia e tradições locais de Sintra, e dois meses após visita ao centro histórico de S. Pedro de Penaferrim, o Núcleo de História e Arqueologia da Alagamares promove, no próximo dia 11 de Fevereiro, Sábado, pelas 10h, um passeio pedestre através do 'casco' histórico da vila de Colares, incluindo visita à Igreja de Colares, pelourinho manuelino, necrópole medieval de Milides e Adega Regional de Colares.

A concentração dos pedestrianistas será feita junto à Igreja Matriz de Colares, sendo o passeio orientado pelo historiador João Rodil, autor de "Serra, Luas e Literatura" e actual director do Jornal de Sintra, nele se focando, em visita aos locais, alguns dos aspectos mais marcantes daquele que até ao séc. XIX foi concelho, e onde no século XVI se instalou uma verdadeira "corte na aldeia" sob a égide dos Melo e Castro.

A visita terminará na Adega Regional de Colares, onde se abordará a temática do ramisco e dos vinhos de Colares, com provas (opcionais). A evocação histórica de proximidade permite uma maior atenção ao património por vezes esquecido, e daí esta série de percursos pedestres pelo concelho, destinado a todos os interessados. Compareça!

Reserva (obrigatória): Até 9 de Fevereiro, através do e-mail info@alagamares.net ou do telefone 918343698.
Custo: Passeio: gratuito; Provas de vinhos: Eur 5,50 (opcional).
Cartaz:
http://www.alagamares.net/download/CartazA4PasseioColares11022006.jpg

Nota: O texto é da autoria da Associação ALAGAMARES

publicado às 10:41

ALAGAMARES

por Nuno Saraiva, em 31.01.06
A Alagamares-Associação Cultural vai realizar, neste próximo Sábado, dia 04/Fevereiro, um um passeio cultural na pinturesca villa de Colares. Esteja atento ao programa, a anunciar brevemente através do portal em www.alagamares.net Image hosting by Photobucket --------------------------------------------------------------------------------- ALAGAMARES - ASSOCIAÇÃO CULTURAL Caves de S. Martinho, Av. 25 de Abril, n.º 133 2710-250 Galamares - Sintra Portal: www.alagamares.net, Fórum: forum.alagamares.net Blogue: blogue.alagamares.net, Email: info@alagamares.net ---------------------------------------------------------------------------------

publicado às 09:06


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