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8.35 da manhã.
Numa deslocação a uma terra vizinha, na freguesia de Colares, vai crescendo o apetite. O corpo clama pela energia que os dois copos de água que bebeu ao acordar não lhe deram.
Um cheiro frutado, um terreno privado.
Ele olha o chão. Olha a árvore, colhe uma ameixa, limpa-a com a mão e come-a.
Repete.
Repete.
Repete.
Pensa para si que não fez diferença nenhuma. Se não tivesse cometido tal prevaricação, em três ou quatro dias, aquelas quatro ameixas juntar-se-iam às dezenas que já se decompunham no chão.
Tal como Rodion Raskólnikov, fica a pensar se terá sido visto.
À noite confessa-se, com um post no blog.