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Malvasia Colares

por Nuno Saraiva, em 18.04.17

Para o Verão que aí vem o Arenae Malvasia de Colares é um branquinho que assenta na boca como um sopro salgado de maçãs e maresia.

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Os vinhos de Colares são dois: o branco, da casta Malvasia de Colares, e o tinto, da casta Ramisco. Ambos são raros, únicos, imprevisíveis e maravilhosos.

É bom partilhar um clima com um vinho. O aquecimento global é uma certeza científica (e enológica) mas cada ano, cada mês é diferente. São muito poucas as uvas Malvasia de Colares e Ramisco. Duas horas chegam para ver todas as vinhas. As vinhas são interessantíssimas. Mesmo quem nunca tenha provado um vinho de Colares há-de deliciar-se com as dificuldades imensas de cultivar as uvas. É emocionante ver como as vinhas resistiram historicamente à filoxera. Mas mais emocionante ainda é ver o que é preciso fazer para ajudá-las a sobreviver aos próprios elementos que lhe dão personalidade.

Uma das razões que me levou a vir viver para Colares foi estar apaixonado pelos vinhos que aqui se fazem. São vinhos que, quanto mais se conhecem, mais se admiram.

O Colares Malvasia é há muitos anos o meu branco português favorito. Cada colheita pode ser um milagre mas, para os apreciadores que se habituaram à magia dele, é reconfortante que consiga manter-se delicioso. É um vinho romântico que não só permite devaneios (o mar, o sal, o vento, as neblinas, a areia, as maçãs reinetas, o sol, as canas, o céu) como os encoraja.

 

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Miguel Esteves Cardoso, in Publico Life and Style 

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publicado às 12:57

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 Atendendo a vários pedidos que me têm feito, aqui deixo o discurso que fiz no dia 21 de dezembro de 2016. Foi para mim uma enorme honra discursar perante Sua Excelência o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa; da mesma forma que o seria para a restante audiência se não contassemos com a sua presença.

Exmo Senhor Presidente da República Doutor Marcelo Rebelo de Sousa

Exmo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Sintra, Dr. Basílio Horta

Exmo Senhor Vice-Presidente da Câmara Municipal de Sintra, Dr. Rui Pereira,

Exmos senhores Vereadores da Câmara Municipal de Sintra aqui presentes,

Exmo Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Colares, caro amigo Rui Santos,

Exmos representantes das restantes associações da Freguesia,

Exmo senhor Pároco de Colares, Padre José António Rebelo,

Caros músicos e associados, Exmos senhores e senhoras

É com muita honra que os recebemos neste dia tão importante para a nossa coletividade: a inauguração da nova sede. Num ano em que comemoramos o 125º aniversário, não podíamos desejar melhor prenda.

Eu tenho orgulho nesta sede, Não só porque foi a minha escola primária, mas também porque esta coletividade que tanto prezo e à qual tenho o prazer de pertencer lhe dará um uso nobre, de interesse para a comunidade, dando assim vida a um edifício que estava fechado e triste.

Por este edifício passaram milhares de crianças, que aqui iniciaram a sua educação. A Banda de Colares propõe dar uma continuidade a essa educação, agora musical e não só para crianças, mas também para adultos.

 

Exmo. Senhor Presidente da República, é uma honra para os colarejos contar com a sua presença nesta inauguração e nesta vila, que comemorou este ano 500 anos da atribuição do Foral.

Esta freguesia está no meio da serra, é constituída por encostas que diariamente recebem geadas e maresia; e mesmo assim conseguiu ser a grande produtora de frutas e legumes para toda a Lisboa durante séculos.

O mar desta freguesia é o pináculo da frescura atlântica. A bandeira verde é pouco vista e o nevoeiro visita-nos muitos dias no Verão. Ainda assim, Colares atrai centenas de famílias que há muitos anos aqui vêm passar as suas férias.

O vinho de Colares é um milagre. Produzir vinho nesta zona é uma heroica teimosia dos nossos viticultores que dura desde que D. Afonso III trouxe a casta Ramisco de França. (1)

A nossa coletividade foi criada em 1891. Foi criada no seio dos Bombeiros Voluntários de Colares. Como em muitos outros casos, houve uma separação porque a missão da proteção civil e a missão da cultura têm ritmos diferentes e necessidades diferentes. Os nossos antepassados decidiram manter o nome de BBVC e os atuais sócios também. É também a nossa forma de reconhecimento à importância desta instituição.

Esta Banda tocou ao longo dos séculos em dezenas de festas e deu concertos um pouco por todo o país. Entre tantas exibições, não se apagam da nossa memória as festas do Minho, principalmente a Nossa Senhora da Agonia, em Viana do Castelo.

Esta coletividade teve no passado um grupo de teatro e várias orquestras, que eram organizadas por músicos da Banda, de forma a executar outros tipos de música que abrilhantavam bailes e festas.

Eu tenho esperança que daqui a 75 anos, aqui sejam largados 200 balões. O compromisso da Banda para o futuro é continuar a proporcionar educação musical, e adaptar a Banda aos tempos modernos. Temos assistido à metamorfose do Fado em Portugal. No Mundo, André Rieu tem vindo a mudar a forma como se ouve música clássica. A nossa missão é cativar as pessoas para gostar de música e adaptar o que for preciso para esse objetivo.

 É tamanha honra para a nossa coletividade ter sido Sua Excelência a inaugurar oficialmente a nossa sede.

 

Exmo Dr. Basílio Horta,

é com um sentimento de gratidão que encaramos o facto da Câmara Municipal de Sintra nos ter cedido a instalações da antiga Escola Primária de Colares para funcionamento da nossa sede e Escola de música.

Muito obrigado por todos os apoios que nos tem cedido, nomeadamente materiais para a obra que efetuamos, por nos ouvir e por se ter juntado a nós nesta celebração também. Com sua autorização, o nosso agradecimento a toda a equipa da Câmara Municipal de Sintra liderado por Vossa Excelência e com o apoio incansável também do Vice-Presidente, Rui Pereira.

 

Exmos. Associados e amigos,

Nós temos agora as ferramentas e as condições ideais para o ensino da música. A música é uma das mais importantes formas de arte, apenas igualada pela literatura. A música é considerada por muitos a primeira parte.

É fácil encontrar estudos académicos que provam que os alunos com conhecimento de música têm melhor desempenho na escola e universidade.

É por isso que aqui estamos. É pela importância da música no equilíbrio da vida que a Banda de Colares disponibiliza o seu ensino. Venham aprender música independentemente da idade e permitam que os vossos filhos a aprendam.

Não podia concluir, sem agradecer, em nome da direção e dos músicos, a todos os que aqui trabalharam, principalmente os que tantos dias o fizeram de forma gratuita.

Agradeço também aos músicos que se disponibilizam, e que sem qualquer contrapartida financeira constituem esta Banda. Este espírito de voluntariado permitiu que o Fundo Patrimonial da Banda constituído por quotas, donativos e apoios da Câmara tenha sido poupado ano após ano e assim foi possível fazer as reparações necessárias para esta obra que hoje inauguramos.

Quero terminar, agradecendo uma vez mais a Sua Excelência, o Presidente da Republica.

Faço-o, citando uma poetisa que conheci através de Sua Excelência; e que cabe neste contexto por ter sido uma das melhores professoras primárias e pedagogas deste país. Como escreveu Irene Lisboa,    Quem não sai de sua casa, não atravessa montes nem vales, não vê eiras nem mulheres de infusa, nem homens de mangual em riste, suados…,(2)

Sr. Presidente, obrigado por sair de sua casa e conhecer o seu país e as pessoas do seu país com os próprios olhos. Obrigado por visitar a Banda de Colares.

 

21 de dezembro de 2016

 

(1) O Conceito do vinho de Colares ser um milagre e de ser uma heroica teimosia não foi meu. Foi inspiração de Miguel Esteves Cardoso, citando Pedro Falcão e Pedro Garcias.

(2) Irene Lisboa, Pequenos Poemas Mentais, In Revista de Portugal

 

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publicado às 20:40

Colares Ramisco (Arenae 2007)

por Nuno Saraiva, em 30.07.16

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Acabadas de lançar: as novas garrafas Magnum (1,5 litros) de Ramisco (Arenae 2007)! (Via Adega Regional de Colares)

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publicado às 15:08

Cozy Colares

por Nuno Saraiva, em 08.01.16

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Uma foto de Marzanna Olejniczak na página de Facebook do blog
 

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publicado às 19:05

O mosto do elixir

por Nuno Saraiva, em 06.09.14

 

 

3 castas diferentes, 3 cores de mosto diferentes. As principais castas da região: Malvasia, Molar e Ramisco (da esquerda para a direita). Continuamos a acompanhar a maturação das uvas.

 

Adega Regional de Colares

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publicado às 09:51

Colares e a Imprensa

por Nuno Saraiva, em 03.08.14

 

Colares, a teoria de Darwin aplicada ao vinho

 

Por Pedro Garcias

02.08.2014

Colares produz os vinhos mais caros do país, mas a região é tão pequena e tão difícil que cada garrafa de Malvasia ou de Ramisco ganha foros de raridade. As poucas que se produzem podem durar décadas. É a lei dos mais fortes.

Colares foi uma das regiões vitivinícolas que mais cresceram em Portugal nos últimos anos. A área de vinha passou de mais ou menos oito hectares para 12 a 15 hectares! Não é uma brincadeira. Existir ainda vinha em Colares é, por si só, algo admirável, porque estamos a falar de um lugar sujeito a enorme especulação imobiliária e onde fazer viticultura é tarefa de titãs. 

Resistir à fúria dos ventos marítimos e ao poder corrosivo das partículas de sal e extrair vinho da areia é uma heróica teimosia que perdura desde a chegada dos árabes a Sintra. Heróica porque, além de terem de lutar contra os elementos, os viticultores têm que suportar elevados custos de plantação e manutenção para obterem produções inferiores a duas toneladas por hectare. O primeiro grande desafio começa com a plantação. Esta exige que, numa primeira fase, seja retirada a areia até ser encontrado, a vários metros de profundidade, o solo argiloso, onde as varas são “unhadas” (entaladas na argila para enraizarem). As videiras crescem horizontalmente, coladas ao chão, num rendilhado de madeira, e são protegidas da influência marítima através de paliçadas de cana seca e muros de pedra solta. É muito trabalho para tão pouco vinho.

A zona demarcada de Colares compreende a praia da Adraga, parte de Almoçageme e Colares, Mucifal, Banzão, Rodizio, Azenhas do Mar, Fontanelas, Magoito, Casal de Pianos e praia da Samarra. Toda esta área foi um dia tomada pelo mar e com o recuo das águas marítimas sobraram terrenos cobertos de areia. Os vinhos de Colares, provavelmente sucedâneos dos vinhos da Azóia (Cabo da Roca), famosos em toda a Europa na Idade Média, devem a sua notoriedade e existência à casta tinta Ramisco, que terá sido introduzida na região no século XIII por ordem do rei D. Afonso III, talvez trazida de França.

É uma casta que origina vinhos de baixo teor alcoólico, com alguma complexidade aromática e bastantes taninos, cuja adstringência se vai esbatendo com o estágio em madeira e em garrafa. Para diminuir a sua agressividade, o regulamento da Região Demarcada de Colares permite a incorporação de 20% de outras castas da zona, de preferência Molar e João Santarém. Nos vinhos brancos, a casta principal é a Malvasia de Colares.

Cresceu graças à filoxera 

O apogeu desta região começou a desenhar-se com a chegada a Portugal da filoxera, o insecto que, ao atacar a raízes das videiras, dizimou grande parte dos vinhedos do país. Antes mesmo de a praga ter sido controlada com a importação de porta-enxertos americanos, imunes ao insecto, verificou-se que as castas instaladas em chão de areia resistiam à filoxera, o que levou ao incremento da viticultura em Colares.

No início do século passado, quando o rei D. Manuel II concedeu a Colares o estatuto de região demarcada (1908), a área plantada de Ramisco rondava os dois mil hectares. Hoje, só restam os tais 12 a 15 hectares (os valores variam consoante se conte ou não toda a área afecta à vinha, como os muros de pedra). A produção anual é pouco superior aos 20 mil litros e está concentrada em quatro produtores: Adegas Beira Mar, Adega Regional de Colares, Adega Viúva Gomes e Fundação Oriente. O engarrafador oficial é a Adega Regional de Colares, que fornece a maioria do vinho. 

É tudo feito numa escala liliputiana, mas basta provar os vinhos para percebermos a grandeza e singularidade de Colares. É um caso único no universo vitivinícola nacional. Os vinhos de Colares – que Eça de Queirós considerava “os mais franceses” do reino – são raros e inconfundíveis. Aos brancos, salgados e de acidez viva, não há enófilo que fique indiferente. Os melhores são mesmo extraordinários. 

Aos tintos, menos consensuais, é necessário dar-lhes tempo e ter gosto por vinhos pouco alcoólicos, frescos e bastante tânicos, sobretudo em novos. Provar um Ramisco com quatro ou cinco anos é capaz de causar algum desconforto, mas beber um Ramisco bem apurado pelo tempo, com algumas décadas, pode ser uma experiência exaltante e inesquecível. O Viúva Gomes 1934, por exemplo. No nariz, já não mostra muito: alguma especiaria, uma ou outra nota mais química. Porém, na boca ainda revela garra tânica, frescura e subtilezas que só o cinzel do tempo pode criar. Não há muitos vinhos tintos tranquilos no mundo que consigam aguentar-se assim, vivos e inteiros, durante tantos anos. Colares resiste porque os seus vinhos resistem. É a teoria de Darwin aplicado ao vinho.

DEZ VINHOS, UMA REGIÃO

Em dez vinhos e menos de uma hora prova-se toda a região de Colares (não todas as colheitas, claro). Cinco brancos e cinco tintos, com preços que variam entre os 25 e os 30 euros, são o que o consumidor pode encontrar no mercado das colheitas mais recentes. Raridades, portanto.

Os brancos

Casal Sta. Maria Malvasia 2011
Notas de frutos secos, mel, algum tostado da madeira, grande austeridade e secura, acidez pungente, toque salgado delicioso. Um vinho extraordinário.

Fundação Oriente 2012
Um belo branco da Fundação Oriente, a entidade que mais tem investido na recuperação das vinhas de chão de areia de Colares. Nesta fase, lembra um fino de Xerês, seco, salgado e vivo, mas não tão vivo e fresco como o Casal Sta. Maria, por
exemplo.

Viúva Gomes 2011
Um grande vinho com um rótulo lindíssimo. Um verdadeiro ícone de Colares. Passou seis meses em barrica de madeira exótica. Possui uma acidez fantástica e
tudo o resto que caracteriza os brancos da região: nervo, toque salgado, mineralidade, corpo enxuto e austero.

Arenae Malvasia 2011 
Branco da Adega Regional de Colares cujo vinho base está na origem da quase totalidade dos brancos da região (o que muda de casa para casa é o tipo de estágio que é dado ao vinho). É magnífico, embora não cause tanto impacto como Casal Sta.
Maria ou o Viúva Gomes.

Monte Cascas Malvasia 2011
Um Colares original criado pela empresa Casca Wines a partir de uvas compradas a pequenos produtores. As uvas são prensadas suavemente e sujeitas a um processo de hiperoxigenação controlada. O mosto decanta a frio e fermenta depois totalmente em barricas usadas de carvalho francês, a que se seguem 11 meses de batonnage. O método contraria a tradição local e o vinho também foge um pouco do perfil da região, apesar da sua soberba acidez e textura salgada. Tem mais ou menos o mesmo volume alcoólico dos outros (11,5%), mas é mais gordo e estruturado. Possui potencial para durar muitos anos. Custa 35 euros, mas vale-os bem.

Os tintos

Arenae Ramisco 2006
O vinho base deste Arenae alimenta todos os engarrafadores da região. Feito pelo processo clássico de curtimenta, com desengace de 70% das uvas, fermenta primeiro em cubas de inox e estagia depois em grandes tonéis, numa primeira fase, e em barricas mais pequenas, numa fase posterior. O aroma está pouco efusivo (tem as notas típicas de ginja, resina de cedro e algum iodo) e o que marca a prova ainda é a agressividade dos taninos, a par de uma acidez volátil alta, também típica dos tintos de Colares (dizem que a volátil do Ramisco já nasce com as uvas). Com o tempo, os tintos de Ramisco tendem a refinar e a ganhar um bouquet mais rico, ao mesmo tempo que vão ficando mais elegantes e suaves.

Colares Chitas 2006
Tinto de Ramisco (90%) feito a partir do vinho base da Adega Regional de Colares ao qual o produtor Paulo da Silva junta um pouco de vinho próprio das castas Molar e Parreira Matias. Além de diferenciarem o vinho, estas duas castas amaciam um
pouco os taninos do Ramisco e ajudam a antecipar o seu consumo. Já se pode beber sem fazer cara feia.

Casal de Sta. Maria Ramisco 2006
Vinho da Adega de Colares com fermentação e estágio diferentes. Está mais complexo, tanto no nariz como na boca. Termina cheio de garra e de frescura. Promete.

Viúva Gomes 2006
Está na linha do Arenae, de que descende, embora apresente uma fruta mais viva e cintilante.

Fundação Oriente Ramisco 2009 
Provém de uvas próprias e é o mais novo, o mais maduro, o mais ácido, o mais macio, o mais moderno e o mais apetecível de todos nesta fase.

Artigo hoje, no suplemento Fugas do Público. Disponibilizado aqui

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publicado às 22:16

Rota dos Vinhos - Colares

por Nuno Saraiva, em 06.10.13

Aqui as melhores fotos do primeiro episódio do programa "Rota dos Vinhos" tramsmitido pela SIC, dia 29 de setembro de 2013. Fica também o trailer que tem passagens em Colares (e outras também bonitas como Setúbal e Alentejo). Direitos de autor SIC/Estudios SPTelevisão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 00:46

Vinho de Colares - Arenae Malvasia

por Nuno Saraiva, em 05.10.13

 

Sempre cresci a ouvi gabar o Ramisco. Mas a primeira década do Século, trouxe-nos esse nectar com pouco alcool - Malvasia.

 

Começa a ser considerado um clássico.

 

Excelente artigo de Arnold Waldstein.

 

Arenae Colares Malvasia…As rare, as interesting, as satisfying as wine can be

 

Sometimes the precious can be as bold as it is rare, as approachable as it is unique.

This is certainly true for this oddly wonderful bottle of Malvasia from the Arenae coop in Colares, Portugal.

I’ve fallen hard for this wine. Winemaker Francisco Figueiredo somehow has bottled up a diorama of taste and living history in just 500 ml.

Honestly, I can’t untangle the rich silkiness of this greenish-hued, candied-floral, dry Sherry-like wine from the impossible conditions under which it is made.

This is not so much the discovery of a romantic corner of the world. It’s more like finding a living preserve, a jewel-box of history that is holding its own, just barely, against a changing, encroaching landscape.

Colares is the smallest D.O.C in Portugal, 40 minutes east of Lisbon, literally a beach community on the westernmost tip of continental Europe. This is an ancient wine region giving way steadily to vacation homes on this desirable chunk of Portuguese beach. One hundred years ago there were some 8,000 acres in the D.O.C. Today there are fewer than forty and still shrinking.

Mention Colares and wine enthusiasts will get geeky over how the sand in this area kept the phylloxera blight at bay, making the ungrafted Ramisco and Malvesia vines some of the oldest (many over 100 years old) in Europe.

This is true, but as Keith Levenberg says so well in his post on the area, that’s less than half the story:

“The thing about sand is that while it may be inhospitable to phylloxera, it’s not all that hospitable to serious winegrowing, either.”

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publicado às 23:06

Colares - o vinho

por Nuno Saraiva, em 23.07.13

 

Na preparação das tropas em tempo da Primeira Guerra Mundial, consumia-se o vinho de Colares da Viúva Gomes.

 

NS


Imagem:

Portugal na Guerra-Vinho de Colares -Massamá+Cacém. Ilustração Portuguesa 1916.n556


Enviado por Maria Clara Gomes

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publicado às 20:01

Colares e Carcavelos DOC - reportagem

por Nuno Saraiva, em 21.07.13
Reportagem sobre o vinho de Colares. RTPN, 2009

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publicado às 22:21


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