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Nossa Senhora de Milides chegou ao Brasil (II)

por Nuno Saraiva, em 06.04.07
Curioso com a citação da frase de Nossa Senhora de Milides num poema brasileiro, em que o autor pretendia dar uma força imensa a um político numa fase má- Paulo Marinho,  aproveitei um e-mail em que pedia autorização para colocar o seu poema neste blog, para lhe perguntar como tinha conhecido tal frase.


Caro Dr. Erasmo, foi com alguma surpresa que reparei, que no seu poema "O filho de Caxias" utilizou uma frase pertencente a uma lenda da minha terra, Colares, acerca da qual edito um blog:
Colares

Teríamos todo o gosto em que nos dissesse como conheceu tal lenda.

(...) Sobre a lenda de Melides, tenho pouco conhecimento na íntegra desta, vez que minha professora de História Geral (já falecida), na época em que eu estudava (1978), contou-me sobre a invasão dos mouros. E que Dom Afonso Henriques assustado e receoso com os mulçumanos, impôs um grande cerco por toda  a Lisboa, e não estando com  seu exército preparado para enfrentar um temido ataque pelo mouros de Sintra.

Assim, o todo poderoso Dom Afonso Henriques, procurou de imediato Dom. Gil, chefe e um dos protetores dos cristãos, sendo que os sanguinários mouros perseguiam em todas as partes. Desta forma, convocado D. Gil um grande cavaleiro templário da Ordem dos Cavaleiros Pobres de Cristo tratou com Dom Afonso em sala secreta uma maneira de formar uma grande cavalaria. Assim, recebendo tais ordens marcou uma reunião à meia-noite com os demais cavaleiros templários, cujos homens eram completamente confiáveis.

Acertado as obrigações e tarefas de cada homem com a função de expiarem todos os movimentos dos mouros na tentativa destes invadirem Lisboa vindo por Cascais pelo Rio Tejo até Sintra. Tendo por fim, que os cavaleiros fizeram tal viagem na madrugada, escondendo durante o dia pelo caminho de Torres Vedras, Santa Cruz e até a cidade de Colares, onde você mora.

A minha professora dizia que tinha um chefe mouro na cidade de Colares temido por todos, por sua valentia e a grande fama de matador de cristãos. De certo que entre a cidade do temido e sanguinário (Colares) e Penedo, a virgem Nossa Senhora apareceu aos cavaleiros de Cristo que temiam pelas suas vidas, ao perceberem a grande quantidade de mouros preparados para invadir Lisboa e matar a todos. E de repente, a virgem Nossa Senhora surgiu entre os cavaleiros que por sinal eram poucos para um confronto armado, atemorizados com a força e armas dos mouros, tentaram retornar para Lisboa quando Nossa Senhoras lhes falou:

 "Não tenhais medo porque ides vinte mas ides mil, mil ides porque ides vinte."

Com essas palavras ditas pela Santa, os cavaleiros tornaram-se afoitos, impetuosos e cheios de coragem, sabendo que Nossa Senhora estava do lado deles, retornaram e partiram para uma grande Cruzada violenta com os temidos mouros, derrotando-os e conquistando com suas espadas  ensangüentadas o mais belos Castelo dos Mouros, daí por diante trataram de erguer uma Capela de Nossa Senhora de Melides, quer dizer: “Mil  Ides”



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publicado às 21:35

Nossa Senhora de Milides chegou ao Brasil

por Nuno Saraiva, em 05.04.07

O FILHO DE CAXIAS

És filho da Princesa do Sertão,
Rainha de todas as cidades do Maranhão,
Paulo Marinho, retrato vivo da história,
Louvores permanecerão nestes versos.

Paulo Marinho,
Ainda que este poeta lhe desse,
O medalhão das nossas palmáceas
`Inda seria poucos os versos.

Caxias, minha terra querida,
Augusta por excelência,
Nasceu o grão caxiense estadista,
Dos passos, lá da Rua Teófilo Dias.

És o maior de Caxias presente!
Ainda não germinou nas floradas dos cocais,
Outro Paulo Marinho que fizesse enaltecer,
A política e a cultura gonçalvina.

Espelho do Maranhão e do Brasil,
Tua história parlamentar eterniza Caxias.

Guerreiro Paulo Marinho,
Tuas lutas não terminaram,
A cada minuto e segundos,
As brisas sopram e ventilam nas palmeiras,
Crescendo o teu fulgor nos horizontes,

Caxias que por ti lagrima,
Haverá de silenciar tuas gotículas,
Em cada coração do Brasil.

Louvável é o teu saber que causa inveja aos hostis
Lançam-te espadilhas sem dó,
Mas, a tua alma é operante na tua guarda-voz,
O teu espírito voa e repousa no berço,
Da nossa amada terra – Gonçalves Dias.

Não haverá outra Caxias,
Dos ribeirinhos, que bebes a água doce,
Do pai rio eterno Itapecuru.

Não haverá outros labores,
Sem que haja a tua presença,
Estará siempre escrito en la cima,
Dulces palabras, és tu suntuosidad.

Milhares e milhares de pupilas caxienses,
Lastimaram a dor sofrida,
Despejando no teu rio itapecuru,
Lençóis das nuvens do céu.

Vais à luta, ergues o teu mayor espadim,
E tomas os Castelos dos Mouros,
Atravessas o rio Tejo – Cascais,
“Não tenhais medo,
porque ides vinte mas ides mil,
mil ides porque ides vinte”

Debruças teus olhos, e vejas que és querido,
Tua luta, agora que começou,
Tuas batalhas principiaram nesta aurora,
A lanterna luza tua presença.

Caxias é a terra dos babaçuais!
Abençoada por mãe natureza,
Abrilhantada em todas as manhãs.

Como disse,Theodoro Ribeiro Junior, em nosso hino.

II

“És a virgem toucadas de rozas
Que te mira nas águas do rio
De onde as nymphas aubtis, invejosas,
Vêm beijar-te o perfil erradio.
Vamos juntos, no olhar deste dias
Os louvores cantar de Caxias”.

III

“Bloqueada na paz tu trabalhas
E na paz confiada – descanças,
Mas não temes o flagor de batalhas
Quem já trouxe a victoria nas lanças
Vamos juntos, no albor destes dias
Os Louvores Cantar de Caxias”.

Surpresas irradiantes calarão os indignos,
E tua espada cintilará,
Pelo resto de tua vida.


Poeta “Bradador de Caxias”


ERASMO SHALLKYTTON
poeta brasileiro

Nota: Este poema está protegido por direitos de autor e não pode ser copiado sem autorização do mesmo: Erasmo Shallkytton

Quando vi este poema na página de Erasmo fiquei surpreso. Já era surpreendente que um chefe duma claque do Varzim soubesse a história da Nossa Senhora de Milides; agora que esta seja conhecida do outro lado do Atlântico é, de facto, surpreendente.

Erasmo Shalkytton utilizou a história num poema em homenagem a um político que, na sua opinião, enfrentou muitas adversidades. No próximo post vamos saber como conheceu Erasmo Shallkyton a hostória de Nossa Senhora de Milides.

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publicado às 23:18

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Estava eu a ler este artigo na wikipédia quando surpreso verifico que a lenda de Milides está associada à conquista do Castelo dos Mouros.

É uma lenda que "nunca" se poderá provar, mas nunca a tinha ouvido associada à conquista do Castelo dos Mouros. Claro que fiquei curioso e fui pesquisar mais sobre o assunto.

Apenas na wikipédia se faz claramente alusão à lenda da de Milides. É o seguinte o texto da wikipédia:

A lenda de Melides

Após a conquista de Santarém, o rei D. Afonso Henriques impôs um cerco a Lisboa, que se estendeu por três meses. Embora o Castelo de Sintra tenha se entregue voluntáriamente após a queda de Lisboa, reza a lenda que, nessa ocasião, receoso de um ataque de surpresa às suas forças, por parte dos mouros de Sintra, o soberano incumbiu D. Gil, um cavaleiro templário, que formasse um grupo com vinte homens da mais estrita confiança, para secretamente ali irem observar o movimento inimigo, prevenindo-se ao mesmo tempo de um deslocamento dos mouros de Lisboa, via Cascais, pelo rio Tejo até Sintra. Os cruzados colocaram-se a caminho sigilosamente. Para evitar serem avistados, viajaram de noite, ocultando-se de dia, pelo caminho de Torres Vedras até Santa Cruz, pela costa até Colares, buscando ainda evitar Albernoz, um temido chefe mouro de Colares, que possuia fama de matador de cristãos. Entre Colares e o Penedo, Nossa Senhora apareceu aos receosos cavaleiros e lhes disse: "Não tenhais medo porque ides vinte mas ides mil, mil ides porque ides vinte." Desse modo, cheios de coragem porque a Senhora estava com eles, ao final de cinco dias de percurso confrontaram o inimigo, derrotando-o e conquistando o Castelo dos Mouros. Em homenagem a este feito foi erguida a Capela de Nossa Senhora de Melides ("mil ides").

A primeira novidade para mim foi a construção da frase: "Não tenhais medo porque ides vinte mas ides mil, mil ides porque ides vinte." Mais complexa do que a conhecida "Ide que mil ides" mas bem ao estilo da linguagem da época.

Pesquisando na net, "mil ides" não é abordada no site do Monte da Lua, em Portugal Virtual, na Malha atlântica. No site da Câmara, na história do Castelo segundo o livro  "Sintra património da Humanidade" também não é referido.

Mohamed Moatassim, Antropólogo, escreveu este artigo na Alagamares e nem tocou no assunto. De qualquer forma sendo a visão árabe, e sendo mil ides uma lenda católica e não um dado histórico seria normal que assim fosse e além disso o artigo, que gosto muito, não é focado nas pessoas.

num site elaborado pela Escola Secundária de Mem Martins é escrito o seguinte:

Em 1103, o Rei de Leão, D. Afonso VI tomou Sintra aos muçulmanos. Dezasseis anos volvidos, depois da recuperação dos sarracenos, Sigurd, príncipe norueguês, saqueou o Castelo dos Mouros, não tendo sido este o único acontecimento pois por essa mesma altura e por breve tempo, o Conde D. Henrique possuiu-o. No entanto, após a conquista de Lisboa levada a cabo por D. Afonso Henriques, em 1147, o Castelo entregou-se voluntária e definitivamente aos cristãos. D. Afonso Henriques confiou então a guarda da fortaleza a trinta «povoadores», que não eram mais do que uma mera guarnição, aos quais foram concedidos privilégios através de carta de foral, outorgada pelo próprio Rei em 1154.

E agora MIL IDES….

No site da Câmara de Sintra:

Contudo, quando em 1152 o primeiro monarca português entregou à Ordem do Templo abastadas propriedades em Sintra e seu termo, aparece, entre outras, a Quinta de Melides. Em escavações recentes efectuadas pela Arqueologia municipal no perímetro da Capela, descobriu-se uma necrópole com sepulturas ovóides e «de banheira», o que leva a considerar a hipótese de se tratar de um cemitério moçárabe, talvez rondando os séculos XI ou XII.

A história serviu de mote ao blogger PFGFR para motivar a claque do Varzim, a Brigata Alvi-Negra. O texto não é preciso -  fala em dez homens -  mas é interessante como a história chegou lá ao Norte. Ah! E fala do Castelo

Ide, que mil ides!

A propósito de uma semi-polémica que para aí anda sobre quantos elementos a Brigata conseguirá levar a Vila do Conde no domingo, recordo uma das lendas dos tempos heróicos da Reconquista que se contam no nosso Portugal: diz essa lenda que um grupo de 10 cavaleiros cristãos se aprestava para conquistar um castelo aos mouros, quando viu que, afinal, o castelo estava bem reforçado. Durante a noite que antecedeu a batalha, Nossa Senhora apareceu ao comandante dos cristãos e disse-lhe: "Não temais! Ide dez, que mil ides!" E assim foi: com crer, valentia e garra os cristãos sovaram os islâmicos, reconquistando assim mais uma porção do nosso território. Para assinalar o acontecimento, erigiu-se no local da aparição uma capela a Nossa Senhora, hoje conhecida por Igreja de Milides, que se situa em Colares (Sintra). Duas ilações a tirar desta história: 1) A fé move montanhas; 2) Não nos interessa se vão 100 ou 500 com a Brigata. Se forem 20 ou 30 com garra e fervor já será uma bela companha! VIVA O VARZIM!

Toze Franco, no blog História e Sabores coloca exactamente o mesmo texto da wikipédia. Apesar de não referir terá sido a wikipédia.

Os erros da wikipédia.

 Discute-se hoje um pouco por toda a comunidade internautica se a wikipédia é boa ou é má. Os defensores da wikipédia dizem que em muitos casos os artigos estão mais completos que sites da especialidade e até mesmo enciclopédias sérias. Os opositores rejeitam-na por poder ser editada por qualquer um, sem necessitar apresentar qualquer tipo de prova. Este é um caso curioso. Fico sem saber se esta crença efectivamente nasceu aquando da conquista do Castelo dos Mouros ou noutra situação.

 

Alguém sabe?

 

 Nota: Penso que o tema também é abordado no livro Colares, mas não o estou a encontrar.. Está guardadinho..

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publicado às 23:26

Colares e os seus padroeiros

por Nuno Saraiva, em 11.07.05
Aqui fica um post que eu coloquei no meu outro blog em Agosto do ano passado. Nossa Sra. Da Assunção é a padroeira da vila e da Paróquia. Com festa religiosa a 15 de Agosto (feriado exactamente para celebrar a Assunção de Nossa Senhora ao Céu). No entanto nem sempre foi assim. Pelo que tem sido estudado, encontram-se referências mais antigas que falam da igreja principal de Colares como sendo a da Nossa Senhora da Misericórdia. No próprio arquivo da igreja, basicamente em testamentos de pessoas com algum poder económico, é referida a igreja paroquial como igreja de Nossa Senhora da Misericórdia. seendo enterrar o meo corpo em Santa Maria de Mjsericordia(1442, testamento de Afonso Gonçalves) mando Emterrar o meu corpo dentro na jgreja de santa marja de mjsericordia da dicta villa onde estaa hua quanpaa com o meu nome (1502, testamento de João Cinfães) Curiosamente as referências cristãs mais antigas encontradas acerca de Colares são precisamente sobre Nossa Senhora de Milides. Figura desconhecida da maioria da população e normalmente esquecida em Colares. A ermida de Milides provavelmente nasceu sob no inicio do passado milénio assim que chegaram os Cristãos à zona. Crê-se que quando os Cristãos conquistaram a zona de Sintra não foram dali expulsos os mauritanos e durante toda a baixa idade média ali viveu essa comunidade: os mouros forros de Colares Os Cristãos acabaram por se fixar no termo desta população e ali erigiram uma ermida. A origem deste templo, devotado a Nossa Senhora de Milides, prende-se com a lenda que atribui a sua fundação a um pequeno grupo de cavaleiros que, perante um numeroso exército sarraceno, vacilaram: apareceu-lhes então, a Virgem que os incitou ao combate dizendo-lhes: “Ide que mil ides”, inspirados pela Senhora, lançaram-se em dura peleja e derrotaram os infiéis. (Na versão oral que me contaram, eram vinte Cristãos contra 400 Sarracenos e os Cristãos rezavam para pedir a Salvação (espiritual)). Este templo surge referido já em 1192, integrado na doação que D. Sancho I fez a Petro heremite de Sintria. Não se sabe ao certo que era este “Pedro”, mas há quem defenda que era Pêro Pais, Alferes-Mor de D. Afonso I. Existe ainda em Colares a capela de S. Sebastião, que actualmente serve como capela mortuária da vila pois fica perto do cemitério. Esta capela foi mandada construir por D. Manuel, que era grande devoto de S. Sebastião, santo mártir. Pouco mais se sabe a não ser que era o Santo a quem se solicitava guarida contra as pestes. Sabe-se também, que em Sintra cujo orago era S. Martinho, a Câmara organizava uma procissão anual em honra de S. Sebastião, o que me leva a induzir que algures no tempo, a nossa zona poderá ter sido afectada em grande escala por algum surto pestífero. A mudança de devoção deverá ter ocorrido com a construção da nova igreja (quinhentista), com a fundação da Paroquia no Séc. XVII, sendo influenciada por Cascais (ambas as vilas dependiam dos Castro), ou ainda com a criação da Instituição Santa Casa da Misericórdia, esta sem fins exclusivamente religiosos, de modo a evitar equívocos. Há ainda uma hipótese de haver dupla devoção e uma se tenha sobreposto há outra. Apesar de incerto o motivo o que é facto é que a igreja de Santa Maria da Misericórdia cedeu lugar à paroquial de Nossa Senhora da Assunção. Em 1623 foi instituída a Misericórdia de Colares por iniciativa de alguns colarejos e pela família Mello e Castro. Dona Isabel de Branches mulher de D. Francisco Mello e Castro deixou como testamento ao marido a doação de vinte mil réis por ano para a Igreja de Nossa Senhora da Misericórdia, construída perto do Pelourinho. E hoje é assim Colares e os seus padroeiros; Igreja Matriz no largo principal (igreja lindíssima com abóbada grande, oito capelas laterais e arco do triunfo) devota a Nossa Senhora da Assunção. Capela à entrada de Colares, devota a São Sebastião. (a zona é conhecida como São Sebastião.) Capela perto do Pelourinho devota a Nossa Senhora da Misericórdia. Capela na quinta de Milides devota a Nossa Senhora de Milides.

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publicado às 18:14


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