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Sintra, 06 Jul (Lusa) - Uma exposição de pintura de Alfredo Keil, também autor da música do hino Nacional, foi hoje inaugurada em Sintra, tendo um bisneto revelado que algumas das obras expostas "estavam há cem anos no sótão" da sua casa.

Fernando Seara, presidente da Câmara de Sintra, inaugurou a mostra em Colares que assinala o centenário da morte de Alfredo Keil.


A exposição de pintura "Alfredo Keil em Sintra - 100 anos depois" tem como principal objectivo "assinalar o centenário da morte daquele que, segundo Ana Xavier, responsável pela exposição, "é um protótipo do Homem do século XIX".

Alfredo Keil (1850 - 1907), alem de compositor, é também reconhecido por uma multifacetada actividade artística, desde a escrita até à fotografia, passando pela pintura e o coleccionismo.


Esta iniciativa procura associar a sua memória à região, que ele fixou, nas suas telas, desde a Volta do Duche em Sintra, ao Cabo da Roca, passando pelas arribas da Praia Grande e Praia das Maçãs, ou pelas Azenhas do Mar.


"Alfredo Keil está ligado a Sintra, tinha casa na Vila Guida, na Praia das Maçãs, zona que ele gostava muito, e que está retratada nos seus quadros", disse Ana Xavier.


Fernando Seara, presidente da Câmara Municipal de Sintra, disse à agência Lusa que se "conseguiu juntar nesta cerimónia as duas famílias da Portuguesa", referindo-se à presença dos bisnetos dos dois autores do Hino Nacional, Alfredo Keil e Henrique Lopes de Mendonça, autor da letra.


Para Francisco Keil Amaral "é uma honra ver esta exposição".

"Algumas das coisas que aqui estão expostas estavam há cem anos no sótão da minha casa. Depois da exposição, irão para o Museu que a Cidade de Torres Novas está a criar", acrescentou o bisneto do compositor.


Já Pedro Lopes Mendonça, bisneto do autor da letra do Hino Nacional, referiu que é "com orgulho" que assiste a esta exposição, onde se enquadra a Portuguesa, que "dada a insatisfação da população com o regime monárquico, marcou o seu fim".

Várias entidades cederam temporariamente alguns quadros à exposição, desde "o Museu da Presidência, o Ministério das Finanças, a Câmara Municipal de Santarém, a própria família Keil, e vários particulares", enumerou Ana Xavier.


A Adega Visconde Salreu, em Colares, acolhe a iniciativa até 7 de Outubro.

JR.

Lusa/Fim


 

Notícia da Agência Lusa, difundida um pouco por todos os jornais.


 

Quadro: Rebanho em Sintra, Keil

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publicado às 23:45

O eléctrico

por Nuno Saraiva, em 31.08.06

A Lusa TV passou no passado dia 20 um documentário sobre o eléctrico. O serviço é só para assinantes pelo que não pude ver mas fica aqui o texto desse documentário

TEXTO: Lisboa, 20 Ago (LusaTV) - Sintra já não vive sem o soar da campainha do seu eléctrico, velhinho de 102 anos, com muitas histórias e que continua a atrair milhares de turistas e conterrâneos em busca de um passeio relaxante.

O Eléctrico liga a vila de Sintra à Praia das Maçãs, com passagem por Monte Santo, Ribeira, Galamares, Colares, Banzão e Pinhal, num percurso que dura 45 minutos.

O Sr. Mindouro, guarda-freio do eléctrico há 43 anos, lembra as "muitas histórias, grandes e caricatas" nascidas à volta da viagem até à Praia das Maçãs.

"às vezes nos desvios esperávamos dois ou três minutos pela outra [carruagem] que chegasse, havia peras, uvas e a malta aproveitava para apanhar a fruta", recorda divertido o Sr. Mindouro.

A versão de Inverno do Eléctrico, com carruagens fechadas, conta também muitos episódios.

"Já tivemos pelo menos duas provas de vinho na carruagem fechada; excepcional, alugaram uma carruagem e nas paragens serviam o vinho".

Depois dos tempos áureos em que foi novidade, veio o declínio e o abandono, mas em 2004 o Eléctrico de Sintra foi "reinaugurado" e mantém-se atracção para milhares de pessoas, que sobem a bordo na expectativa do passeio, já bem conhecido ou ainda por descobrir.

Nathalie Jones, turista americana, manifesta-se fascinada com a curta viagem: "É maravilhoso, muito velho, lento, mas muito calmo, dá-nos tempo para observar a paisagem toda, é mesmo muito agradável.

São também muitos os portugueses que não dispensam a viagem do Eléctrico de Sintra, como Carlos Mendes, de 50 anos, que é passageiro fiel desde os cinco anos.

Carlos Coelho, 52 anos, outro passageiro frequente do Eléctrico, diz que faz sempre a viagem "com muito gosto e muito prazer" e apelou para a sua preservação: "Esta é uma daquelas matérias que devia ser muito bem preservada e estimada por todos nós cidadãos".

Com clientela já cativa, o Eléctrico de Sintra tenta agora cativar os mais novos que queiram trabalhar nele e, de acordo com o actual guarda-freio, no próximo ano vai ter dois estagiários, "para se conseguir conservar este património sobre carris".

FRZ.

Foto: Alagamares

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publicado às 10:04


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