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CasaBranca1227062014blog.jpg

 Gosto da minha rua. É uma destas ruas perpetuamente adormecidas, onde é raro ouvir o pregão duma colareja ou o rodar vibrante dum trem passando a trote. Não tem loja de vendas e as suas duas fileiras de casas são, condizentes com ela, tranquilas e quase soturnas. Ao rebentar da Primavare começam germinando entre as pedras da calçada tufozinhos de erva tenra, que, um dia, a vassoura da limpeza corta cerce e brutalmente. Não é de senhoras vizinhas e conversas de soalheiro. Os que a habitam são de génio pacato e acomodado, recolhem cedo e saem logo de casa para os seus afazeres, É uma rua boa para tristes e pessoas de idade, para quantos precisam de repouso e temem a perturbadora agitação dos outros.

André Brun, "Dez contos em Papel", Livraria Editora Guimarães, 1925

 

Foto de Pedro Macieira

Texto via Dias que voam

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publicado às 21:24

O Cântico dos Melros

por Nuno Saraiva, em 19.05.09

23 de Maio, na Biblioteca Municipal de Sintra;
Augusto Carlos publica livro para despertar:
"O Cântico dos Melros"

O autor sintrense Augusto Carlos acaba de lançar o seu mais recente livro, "O Cântico dos Melros". Foi no dia 9 de Maio, sábado, ao final da tarde, que o escritor, chancelado pela Nova Vaga Editora, desvendou um pouco do véu à volta deste romance totalmente inspirado na realidade actual.


Nem a chuva afastou mais de 40 pessoas que foram tomar contacto com uma história que fala de adormecimento e de despertar. O evento teve lugar na Associação Agostinho da Silva, em Lisboa, e o livro foi apresentado pelo professor de Filosofia, ensaísta e escritor Paulo Borges, presidente daquela instituição. No itinerário das apresentações seguem-se Sintra (23 de Maio, sábado, às 16 horas, na Sala Polivalente da Biblioteca Municipal de Sintra - Casa Mantero).


Sobre o livro

 

E se o Homem vivesse ao contrário, contra ele próprio, contra a Natureza de que faz intimamente parte? E se a sociedade actual fosse uma 'Hibernolândia' habitada, em grande escala, por cidadãos adormecidos que se demitem de reflectir e de seguir os seus próprios instintos e desejos?
E se houvesse um conjunto de cidadãos que, contra a corrente dominante e guiados por uma inteligência superior, conectada com o Universo e as leis da Natureza, zelasse pelo natural bem-estar da Humanidade? Ficção? Só em parte, pois o "O Cântico dos Melros", o nono livro de Augusto Carlos, é um grito de cor, e de alerta, contra um paradigma que torna o Homem infeliz. É, mais do que teoria, um manual prático para aplicar à vida e evoluir.

 

 

Sobre o autor

Augusto Carlos, nascido em 1955, em Gaza, Moçambique, vive na Beloura, Sintra, é empresário, formado em Engenharia e apaixonado por Filosofia. Autor de romances em que aborda temas relacionados com o amor, a paz, a felicidade e o diálogo inter-cultural, é um humanista e um pacifista.

 

 

 

 

 

 

 

Nota: Autoria do texto, imagem e foto: Cristina Fernandes (Nova Vaga Editora)

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publicado às 23:33

Maria Gabriela Llansol

por Nuno Saraiva, em 05.03.08

A escritora Maria Gabriela Llansol faleceu ontem vítima de cancro, na sua casa em Colares

http://espacollansol.blogspot.com/

Um post de Viviana, no blog Olhai os lírios do campo

Visite o blog da associação Llansol, em Colares.

 

Wiki

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Gabriela_Llansol
Sintra. Nasceu em Campo de Ourique Lisboa, no dia 24 de Novembro de 1931, contava portanto 76 anos.
Tinha ascendência espanhola pelo lado materno, daí o nome Llansol.
Depois de ter completado os seus estudos superiores, e ter dirigido um Jardim de Infância, partiu para a Bélgica, no ano de 1965, onde se "exilou", regressando a Portugal no ano de 1985, para se "isolar" na bela e verdejante Colares, nos arredores de Sintra, seu local de eleição, onde viria a falecer a 03/03/2008.
Deixa cerca de 30 obras marcadas por uma escrita inovadora e á margem da literatura. È considerada uma das mais inovadoras escritoras de ficção portuguesa contemporânea. O seu primeiro livro foi escrito em 1962 e intitula-se "Os pregos na Erva".
Todo o seu espólio foi doado á Associação de Estudos Llansolianos, criada em 2006 para estudar a obra da autora.
Também em Colares, na sua casa, foi criado "O Espaço Llansol", que poderá consultar através da Internet
Espaço Llansol (escrito a lápis). Embora, não conhecendo a sua vasta obra, quero desta forma simples mas sincera, prestar a esta grande escritora portuguesa, a minha sentida homenagem e, uma coisa eu quero, é logo que tenha oportunidade para o fazer, visitar o Espaço Llansol em Colares, pois creio que irei gostar muito.

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publicado às 10:04


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