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Convento do Carmo

por Nuno Saraiva, em 21.09.08

 

Beleza natural, foto tirado com um telemovel, por klasensjo.

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publicado às 15:48

Convento do Carmo

por Nuno Saraiva, em 18.02.08








Hoje de manhã, à volta de Colares estava um misterioso nevoeiro. Era como se Colares tivesse dentro dum espesso anel branco que ligava a terra e o céu como se se fosse elevar um disco voador com extra-terrestres dentro.

Olhando o Carmo, a visão era encantadora. O verde era imenso. O nevoeiro era muito branco. Um espectacular contraste visual.

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publicado às 17:29

Colares e a História

por Nuno Saraiva, em 07.06.07
Abaixo se transcreve o texto de Bulhão Pato onde é narrada ao seu estilo, a presença de "gente importante" no Convento do Carmo. (Texto disponibilizado aqui).

"A Cruz Mutilada" de Bulhão Pato

“Em 1849, Alexandre Herculano tinha trinta e nove anos e umas pernas de aço. Havia-as exercitado pelas serras dentadas, escalões e fraguedos, como valente soldado de infantaria no heróico regimento de Voluntários da Rainha.
(…) O marquês de Sabugosa e eu tínhamos nossas fumaças de bons andadores. Ufanavamo-nos de, havendo saído de uma reunião em casa do marquês de Penalva, à Patriarcal, de chibatinha na mão – das que então se chamavam Polkas – irmos até ao palácio de São Lourenço, a Santo Amaro, e, resolvendo-nos subitamente, sem pregar olho, batermos connosco em Sintra!
Contámos, com certo orgulho, a aventura a Alexandre Herculano, quando na volta, que foi também a pé no dia seguinte, lhe caímos em casa sobre a ceia, impando de glória e mortos de fome.
(…) Combinou-se uma ida a pé a Sintra, para ficarmos uma semana na serra, no convento do Carmo, que pertencia ao conde de Lavradio cunhado do marquês de Sabugosa.
(…) Era no fim de Setembro. Levantámo-nos ainda muito de noite. De saco a tiracolo, com leve bagagem, e sapato de salto raso – sapato de campino, que é o melhor -, cada um pegou no seu cajado e partimos serra de Monsanto acima, cortando para Queluz, onde devíamos almoçar.
Dos altos da serra via-se já o sol a romper, atirando horizontalmente as frechas rubras sobre o escudo brunido e esverdeado do Tejo.
(…) Até Queluz o caminho era bravo – tudo serra. Não havia estrada. Herculano seguia a passo cadenciado e militar; o corpo curvado e pendido um pouco sobre o lado direito. Pelo caminho ia-nos contando os passos do seu tempo de soldado; os dias mais felizes da sua vida, e também os da emigração, com terem tido muitas horas amargas.
(…) Terminado o almoço em Queluz, seguimos, estrada fora, até Sintra. Em Sintra comemos alguma fruta e partimos, serra acima, até ao convento do Carmo.
O mestre ia ovante! Nós não queríamos dar parte de fracos, mas suspirávamos intimamente pelo termo da viagem! (…)
(…) Pouco depois da chegada ao convento, fumegava sobre a toalha de linho, muito branca, uma grande terrina de canja. Devorámos a ceia, quase sem dar palavra e em seguida caímos na cama com o profundo sono do justo. Herculano levantou-se às sete. Cerca das onze, veio acordar-nos, e repetia-nos a seguinte cantilena:

Quatro horas dorme o santo.
Cinco o que não é tanto.
Seis o estudante.
Sete o viandante.
Oito o porco.
E nove o morto!

Nós tínhamos dormido doze!

(...) A quem estiver na vazante da vida, como eu, e tenha visto alguma coisa, aconselho que faça os seus apontamentos.
Neste relembrar do que foi, há um consolo que não se define!
Vivemos retrospectivamente. Estas memórias, que não terão valor para os outros, são preciosas para mim! Respiro horas inteiras no horizonte da mocidade, e a consciência com que escrevo desafoga-me o espírito, e dá-me uma tranquilidade salutar.
São como a confissão para o verdadeiro religioso! Confissão geral; e, di-lo-ei – embora seja censurado – posso fazê-la alto, sem que as faces se me acendam nem de leve. Pecadilhos, fraquezas, arrebatamentos próprios do temperamento, não me faltam decerto; mas criminoso não sou, nem fui.
Todo o homem que disser com verdade: “Eu nunca roubei nem dinheiro, nem honra – há mais ladrões desta espécie de moeda, e são os piores! – eu nunca caluniei ninguém, esse homem morre em paz!
(…) A pouca distância do convento do Carmo, naquela agreste e encantadora posição da nossa Sintra, a que o próprio Lord Byron, inimigo figadal dos portugueses, chama “a mais bela da Europa”, estava a cruz que impressionou Herculano.
Tinha um braço partido, e a hera, a mãe solícita das ruínas, deitara-lhe em volta os ramos verdejantes e cariciosos.
A poesia foi começada no convento do Carmo.
Abre com estes magníficos versos:

Amo-te, ó cruz, no vértice firmada
De esplêndidas igrejas;
Amo-te quando, à noite, sobre a campa,
Junto ao cipreste alvejas;
Amo-te sobre o altar, onde, entre incensos,
As preces te rodeiam;
Amo-te, quando em préstito festivo
As multidões te hasteiam;
Amo-te, erguida no cruzeiro antigo,
No adro do presbitério,
Ou quando o morto, impressa no ataúde,
Guias ao cemitério!
Amo-te, ó cruz, até, quando no vale
Negrejas triste e só,
Núncia do crime, a que deveu a terra
Do assassinado o pó!

Alexandre Herculano, censurado de ímpio e herege espécie de papão com que em certa sociedade se chegou a meter medo às crianças e até às mulheres já feitas –, era uma alma profundamente religiosa. É correr os seus livros.
Há um sabor, um perfume do misticismo santo de Jesus, em centos de versos e em relanços da sua prosa escultural.
Nesta composição da ‘Cruz Mutilada’, escrita em dias prósperos, sob o céu do nosso Outono, na convivência de dois amigos íntimos, está o coração grande e virtuoso de Alexandre Herculano. Inspiravam-no a natureza e Deus!
Aos que o acusavam de blasfemo respondia com estes versos:

……………As linhas puras
De teu perfil, falhadas, tortuosas,
Ó mutilada cruz, falam de um crime
Sacrílego, brutal, e ao ímpio inútil!"

Bulhão Pato, 1883

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publicado às 10:03

Colares e a História

por Nuno Saraiva, em 07.06.07



A elaboração do trabalho de Seminário em História da Arte da Universidade Lusíada de Lisboa, sobre o Convento de Santa Ana do Carmo, em Colares, começou pela sede da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, sedeada no Forte de Sacavém. Com efeito, foi constatado que a informação aí encontrada, juntamente com a restante que paralelamente se foi recolhendo na Biblioteca Nacional e Arquivo Histórico de Sintra, levantava certas dúvidas em alguns pontos. Dúvidas que se acentuaram aquando da visita ao Convento. Algumas das salas encontradas não correspondiam às descrições feitas por autores anteriores, chegando por vezes a existir grandes contradições entre os mesmos. A própria abordagem histórica e descritiva realizada por alguns desses autores parecia algo confusa e dispersa. O trabalho procurou, de algum modo, acabar ou pelo menos tentar atenuar esses mesmos sintomas. Procurou ainda, e acima de tudo, realçar Sintra e a importante influência do seu património na Cultura portuguesa durante séculos. O texto do poeta Bulhão Pato que se vai perfilando ao longo de todo o trabalho, e que vai narrando a eremítica estadia no Convento, em 1849, de três personagens ilustres da Cultura portuguesa, procurou servir de paralelismo entre Cultura e Património, numa tentativa de entender a importância deste último na valorização da primeira. Mas não só. Procurou também servir de ponte para tudo aquilo que o sagrado envolve, e que em plena simbiose com a natureza, leva o Homem a entregar-se ao recolhimento interior, à meditação. No fundo, ao encontro de si mesmo.

Texto: André Manique

Vi no Para os lados de Sintra que André Manique fez um trabalho académico acerca do Convento do Carmo.

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publicado às 09:56

Qual a Maior???

por Nuno Saraiva, em 04.01.06

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Surgiu a dúvida se a capela da convento da Quinta do Carmo seria maior que a igreja de Colares. De facto a capela é realmente grande para capela (é a parte do edifício fora do quadrado), e nas imagens capturadas pelo google à mesma altitude podemos observar que de facto os tamanhos não serão muito diferentes. A capela do convento parece ser mais larga, mas a igreja de Colares parece ser um pouco mais comprida.

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publicado às 11:07

Convento do Carmo IV

por Nuno Saraiva, em 01.01.06

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Julgo que a Quinta do Carmo foi pertença do Bispo Melo e Castro, como toda a região de Colares.
Foi um convento (suponho que de Carmelitas).
Até muito recentemente foi da família Melo e Castro (Conde das Antas ?) e parece-me que ainda pertence aos herdeiros.
A Quinta não está de todo abandonada. Poderemos dizer que não está caiada mas ainda há três ou quatro anos levou um telhado e respectiva estrutura todo novo.
A Capela, pelo menos de memória está longe de ser maior do que a de Colares.
Recentemente foi na Quinta do Carmo que foi rodada parte da telenovela portuguesa “Diabo Selvagem”.

 Termino por agora os posts sobre o Convento do Carmo, com este texto e desenho de Pedro Cabral e publicados no Arrumário

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publicado às 18:39

Convento do Carmo 3

por Nuno Saraiva, em 28.12.05

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Descobri Colares "Entre o mar e a serra" por mero acaso e fiquei bem impressionado, Parabens!... É bom Saber que o Convento do Carmo esteve e está creio eu em "Restauro". Junto envio testemunho. Vitalino Cara D'Anjo

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É de facto um edifício belo e histórico.

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publicado às 22:03

Convento do Carmo II

por Nuno Saraiva, em 27.12.05
Uma foto de Zé Maria

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publicado às 09:39

Convento do Carmo

por Nuno Saraiva, em 27.12.05
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publicado às 09:25


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