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Os ébrios

por Nuno Saraiva, em 07.01.17

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Se olho em volta de mim, se paro, se contemplo,

Vejo abrir um bordel dentro de cada templo,

São cheios os quartéis, repletas as igrejas.

Os ébrios histriões e as ébrias colarejas

Cantam nas espirais do fundo sorvedoiro.

Cada corpo gentil vale um punhado d'oiro.

 

 

Guerra Junqueiro, A Morte de Dom João, Lello & Irmão, Lisboa,página 31

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publicado às 22:32

Colares e colarejos na blogosfera

por Nuno Saraiva, em 20.11.07

As saudades daqueles que partem

 

Estou triste, mesmo muito triste, ontem morreu um amigo, um senhor com mais de 70 anos que era como um avô!

Doeu muito saber que o seu coração ficou fraco demais para bater, infelizmente o nosso Pai Natal, partiu, ele tinha grandes barbas brancas, adorava rir, conversar!

Todos os jantares no seu chalet de Colares eram preparados com requinte ! Jantávamos na sala, parecíamos uns príncipes , mesa de 5 metros posta para 6 pessoas, sempre impecavelmente passada e limpa, servia um cozido à portuguesa de fazer chorar por mais , num belo serviço de jantar vindo da Índia, bebíamos sumo de laranja natural em copos de cristal!!!

O Sr. Bragança partiu, não me despedi dele, soube ontem que ele morreu, só agora choro, estou triste, novamente partiu alguém de quem gostou muito e nem me pude despedir.

Ainda não disse à Júlia, nem sei como lhe dizer, ela vai ficar também muito triste , adorava-o, ele contava sempre uma piada , ensinava um truque, levava-a à quinta ver os animais, tinha-lhe prometido um cachorro!

Ainda nem consegui falar com os meus pais, sou demasiado egoísta, já lhes devia ter dado uma palavra de consolo, mas estive demasiado preocupada em tentar fazer-me de forte.

Mas não sou forte, nada forte e poucas vezes os outros se apercebem disso...

Este ano não há Natal, o nosso Pai Natal partiu...

 

Publicado aqui

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publicado às 22:38

Correio - Colarejo

por Nuno Saraiva, em 31.05.07
Andava eu a fazer uma pesquisa no Google, sobre o meu próprio nome (coisa que faço uma vez por outra, para controlar o que por aí aparece sobre a minha pessoa...!), quando deparei com o seu site. Gostei!
 
E, a propósito de nomes gentílicos, aqui fica o meu nome de família (lado paterno): Colarejo.
Ao longo dos anos (já me habituei!) tenho sido tratado pelos mais variados nomes, porque as pessoas nunca entendem, à primeira, a forma correcta. E então sai: Larejo, Laranjo, Coralejo, Colareijo, Colarego, etc, etc.
Até há quem me pergunte se o nome é espanhol! Quando, afinal, é tão simples perceber a formação do mesmo: Colarejo, natural de Colares.
 
Recordo que, há algum tempo atrás, o nome foi objecto de uma pergunta num concurso de TV, pergunta essa que era precisamente "como se chama um natural de Colares?".
 
Há uns anos, andava eu a mostrar o Cabo da Roca a uns amigos suíços, quando passámos por uma placa orientadora que indicava "Colares" e o meu amigo, sem qualquer conversa iniciada sobre o tema, disse logo prontamente: "aquela não é a terra dos teus antepassados?".
Um suíço, sem conhecer a língua portuguesa, foi capaz de se aperceber instantaneamente daquilo que os portugueses não reconhecem quando acham o meu nome estranho!
 
Tem, pelo menos, uma vantagem: Nunca tenho qualquer dificuldade em registar um endereço de e-mail. É sempre à primeira!
 
Resta acrescentar que sou natural de Lisboa, filho, neto e bisneto de antepassados de Alcochete. Imagino que um qualquer antepassado, ainda mais longínquo, fosse originário de Colares e o nome lhe tenha sido associado, passando a fazer parte do apelido. Mais não sei.
 
Com os meus cumprimentos,
 
José Colarejo

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publicado às 21:50

Pedido de Contacto

por Nuno Saraiva, em 12.04.07

Procuro uma amiga que deixamos de corresponder já ha mauito tempo. Chama-se Ana Lucia Moreira e morava a rua da Liberdade porta 06. alguém conhece ou tem notícias?

adailton

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publicado às 10:27

Pedido de contacto

por Nuno Saraiva, em 22.02.07
Copio aqui uma mensagem de e-mail, com a devida autorização, duma pessoa solicitando uma informação acerca de uma pessoa de Colares. Pessoalmente não conheço. Aí fica o mail:

Boa tarde,boa noite,
Caro amigo:

venho por este meio pedir uma informação de uma pessoa,( homem ) pois deixei Colares à mais de 18 anos e gostava de saber se essa pessoa ainda é viva. Essa tal pessoa morava na altura à entrada do mucifal,e chamava-se Carlos Alberto. Deve ter mais ao menos 70 e poucos anos. E tinha uma so filha,na altura essa tal filha era um pouco forte,( gordinha ).
Esse tal Carlos alberto era negociante de vinho,mas depois deixou o negocio do vinho . Quando deixei Colares ele tinha na serra de sintra uma exploraçao de agua,segundo me disseram, pois nao tenho a certeza.
Pois é tudo o que sei,e por isso peço a sua ajuda.Se for possivel,claro. pois fico-lhe imensamente reconhecido se puder me ajudar.

Um muito obrigado
até sua resposta
Victor Gatinho

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publicado às 13:10

Comentário destrutivo

por Nuno Saraiva, em 04.11.06
De Citadino a 4 de Novembro de 2006 às 11:51
Sendo moderado não há nada a fazer mas de qualquer forma lê você o meu comentário: com tantos assuntos interessantes no mundo escolher Colares, uma terra desinteressante, de beleza banal ao pé de tantas outras localidades banhadas por mar e serra e com habitantes profundamente retrógados (não falamos em tradicionais) e mesquinhos...
Há gostos para tudo.

Gostava que desenvolvesse mais a sua ideia acerca dos habitantes de Colares. Acha mesmo que as pessoas que amam a cidade são mais felizes? Por serem cosmopólitas e modernas?

Aproveito a ocasião para relembrar que nenhum comentário é censurado salvo se ofender alguma pessoa ou for alguma acusação sem qualquer fundamento. Como vê, os mais relevantes são colocados como posts mesmo sendo negativos.

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publicado às 20:14

Nomes Gentílicos

por Nuno Saraiva, em 23.03.06

A título de curiosidade aqui fica um site onde se podem consultar nomes gentílicos.

Curiosidades:

Lisboa: lisboeta, lisbonense, lisboês, lisbonino, olisiponense

Sintra:sintrense, sintrão

Colares apenas tem colarejo.

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publicado às 16:17

Colarense ou Colarejo?

por Nuno Saraiva, em 20.03.06

Dúvida colocada no Ciber-dúvidas por Ricardo Carvalho

Tema

Os naturais de Colares

Pergunta/Resposta

   Os naturais da vila de Colares, concelho de Sintra (Portugal), devem designar-se “colarenses” ou “colarejos”?
   Nota: Esta dúvida foi por mim levantada durante o passeio cultural que a Alagamares – Associação Cultural realizou recentemente através do centro histórico daquela vila. Apesar da resposta dada durante o passeio pelo historiador João Rodil, que apontou “colarense” como sendo a forma correcta, em meu entender persiste ainda alguma dúvida pois, por exemplo, Nuno Saraiva, autor do blogue de Colares, refere, com recurso ao Prontuário Ortográfico e Guia da Língua Portuguesa, da autoria de Magnus Bergström e Neves Reis, que a forma correcta será antes “colarejo”.
   Peço ajuda ao Ciberdúvidas da Língua Portuguesa para 'desempatar' nesta questão.
   Agradecido.

Ricardo Carvalho
Portugal

Resposta:

Colarejo é a única forma inclusa nos Topónimos e Gentílicos de I. Xavier Fernandes e no Vocabulário da Língua Portuguesa de F. Rebelo Gonçalves.F. V. P. da Fonseca

17/03/2006

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publicado às 09:11

Colarense ou Colarejo?

por Nuno Saraiva, em 24.02.06

Copio abaixo um texto que encontrei na página do programa prof2000 sobre os nomes gentílicos. Esta página refere como fonte o Prontuário Ortográfico e Guia da Língua Portuguesa, da autoria de Magnus Bergström e Neves Reis, publicado pela Editorial Notícias, 23ª ed., pp. 96 a 102.

Segundo as regras da língua portuguesa vem: colarejo.

Os nomes gentílicos, étnicos ou pátrios exprimem «procedência» ou «naturalidade». Há variadíssimas maneiras de os constituir. Recorre-se à utilização de uma grande diversidade de sufixos e desinências e, frequentes vezes, às formas latinas ou latinizadas das respectivas localidades.

Não se pode estabelecer uma regra única e rígida, porque o uso e a tradição impõem os seus direitos, forçando até o emprego de vocábulos sem nenhuma analogia mórfica com a denominação das terras ou lugares.

Sufixo «aco» — Ex.: austríaco, da Áustria; egipcíaco, do Egipto; etc.

Sufixo «ano» — Ex.: africano, de África; alentejano, do Alentejo; alagoano, de Alagoas, Brasil; goisiano, de Góis; mexicano, do México; murciano, de Múrcia; etc.

Sufixo «io» — Ex.: barrosão, do Barroso; brabanção, de Brabante; bretão, da Bretanha; etc.

Sufixo «ato» — Ex.: maiato, da Maia; etc.

Sufixo «ego» — Ex.: manchego, da Mancha; etc.

Sufixo «eiro» — berlengueiro, das Berlengas; cartaxeiro, do Cartaxo; brincheiro, de Brinches; etc.

Sufixo «ejo» — Ex.: alcoutenejo, de Alcoutim; colarejo, de Colares; etc.

Sufixo «cubo» — Ex.: barranquenho, de Barranco; estremenho, da Estremadura; rifenho, do Rife; etc.

Sufixo «eno» — Ex.: antioqueno, da Antioquia; chileno, do Chile; madrileno, de Madrid; nazareno, da Nazaré; romeno, da Roménia; etc.

Sufixo «case» — O elemento mais vulgar nesta espécie de normas é o sufixo ense, derivado do latim ensis (raiz ens e determinativo is). Ex.: alcobacense, de Alcobaça; almeiriense, de Almeirim; estremocense, de Estremoz; montemorense, de Montemor; etc.

Sufixo «ês» — O sufixo ense deu por contracção o sufixo popular ês, como em albanês, da Albânia; chinês, da China; cordovês, de Córdova; tirolês, do Tirol; etc.

Sufixo ico» — Ex.: minderico, de Minde.

Sufixo «inho» — Ex.: biscainho, da Biscaia.

Sufixo «ino» — Ex.: argelino, de Argel; argentino, da Argentina; gibraltino, de Gibraltar; maiorquino, de Maiorca; minorquino, de Minorca; ovarino (forma popular varino por aférese do o inicial, de Ovar); oliventino, de Olivença; etc.

Sufixo «io» — Ex.: algarvio, do Algarve; boémio, da Boémia; assírio, da Assíria; etc.

Sufixo «ista» — Ex.: ambaquista, de Ambaca; macaísta, de Macau; etc.

Sufixo «ita» — Ex.: israelita, de Israel; moabita, do antigo país de Moab; etc.

Sufixo «ota» — Ex.: epirota, de Epiro; candiota, de Cândia; minhota, do Minho; penaguiota, de Penaguião; romeliota, da Romélia.

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publicado às 09:27

Image hosting by Photobucket Artigo do Diário de Notícias acerca do passeio da ALAGAMARES. João Rodil, afirmou, segundo o DN, que o correcto é dizer Colarense, colarejo era seria apenas gerúndio da popular. Assuntos da língua portuguesa interessam-me e este é bem interessante: O que é que faz uma palavra ser correcta? A sua absorção pela população ou a sua história? Como foram definidos os adjectivos relativos às terras dum individuo? Por norma há um sufixo a acrescentar que será imposto pela tradição. Já agora o que estará mais correcto? Lisboeta ou Lisbonense?

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publicado às 10:24


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