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Colares

por Nuno Saraiva, em 21.07.16

Portugal é um país cheio de lugares bonitos. São muitos aqueles aonde nunca fui. E daí? Chega-me Colares.

 

 

 

Há um momento quando se volta a casa em que parece que estamos a chegar a um sítio amado que nunca vimos com os olhos abertos. Sentimos que estamos de visita. A ausência – desde que não se tenha tido saudades, por não ter havido tempo – faz-nos esquecer a beleza de onde vivemos, levando-nos a ficarmos surpreendidos por ela.

Colares é uma frescura de pormenores que se escondem no esplendor da visão conjunta. Desprendem-se da paisagem uma a uma. São sempre diferentes, desconhecidos e bonitos. Não nos importamos de nunca podermos conhecer tudo. O pouco que conhecemos de Colares já sobra nos nossos corações.

Colares é leve. Não se expõe nem se impõe. Mas não é um estado de espírito. É um laçarote de lugares; uma fita de Moebius onde se pode passear como um brilho por uma superfície de seda que passa, doce, pela nossa pele.

Colares é lindo. Mas não é um lindo não-me-toques e, se não tiveres nascido cá, não quero saber de ti. É um lindo toca-me, senta-te, pára um pouco e deixa aqui um bocado da tua vida.

Como acontece com todos os lugares lindos as pessoas que pensam que conhecem Colares têm razão. Basta falar nas luzes, nas sombras, na temperaturas, nas cores verdes e cores-de-rosa, para trazer Colares às nossas almas. Em Colares são tantas as coisas singulares e tantas as pessoas que se apaixonam por elas que tudo é objectivo, infinitamente discutível e plural.

Portugal é um país cheio de lugares bonitos. São muitos aqueles aonde nunca fui. E daí? Chega-me Colares.

 

Texto de Miguel Esteves Cardoso, no público, hoje.

Foto de Nuno Cosme Moreira.

 

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publicado às 20:22



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