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Origem do Prego - Colares?

por Nuno Saraiva, em 30.04.17

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Júlio Cortez Fernandes, num post no seu blog, apresentou a teoria, bem fundamentada que o nome do petisco prego, tem origem em Manuel Dias Prego na Praia das Maçãs.

 

O "prego" iguaria  popular e deliciosa, da qual sou  apreciador e consumidor assíduo, suscitou  curiosidade de procurar  saber como teria surgido na culinária nacional e quem seria  seu "inventor". Laboriosas pesquisas e centenas de degustações, permitiram encontrar, finalmente, a solução do "enigma".

O querido amigo, correligionário ilustre Sintrense José Alfredo da Costa Azevedo, autor de interessantes e eruditos trabalhos versando  a historiografia do concelho de Sintra, no livro: " VELHARIAS DE SINTRA VI" edição de 1988, promovida pela Câmara Municipal, escreveu, relativamente aos primeiros "edificadores" da Praia das Maçãs e refere, Manuel Dias Prego, que iniciou negócio de "comes e bebes", no final do século XIX. Locanda rudimentar onde servia vinhos de Colares, para acompanhar fatias de carne de vitela, fritas ou assadas, acondicionadas em saboroso pão proveniente de fornos das redondezas. O negócio prosperou, dada fama que as "bifanas do prego" granjearam.

O petisco entrou no vocábulo da gíria popular no princípio do século XX, com designação simplesmente, "prego" em memória do "criador" do pitéu.

Gente doutras localidades do concelho de Sintra, copiou a "ementa" iniciando a propagação, ajudada pela circunstância de passar  fazer parte da gastronomia da Feira das Mercês; feirante teria há cerca de um século na zona de Rio de Mouro aberto estabelecimento onde servia pregos durante todo ano. Descendentes, mantiveram a tradição e fundaram a mais antiga casa "pregueira", no concelho de Sintra, restaurante "O ARCO ÍRIS" junto estação ferroviária de Rio de Mouro, vai para cinquenta anos.

Difundido por todo o Pais o prego no entanto, continua a ser servido com mais profusão no Município de Sintra, não admira, graças a Manuel Dias Prego, por volta de 1889 nasceu  na então Vila Nova da Praia das Maçãs freguesia de Colares, concelho de Sintra.

A foto é do livro citado no texto.Dedico este "post" ao saudoso José Alfredo, recordando as nossas conversas na varanda da sua casa, com vista e coração sobre Sintra. 

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publicado às 11:58

COOLARES SPRING MARKET

por Nuno Saraiva, em 30.04.17

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 COOLARES SPRING MARKET
A Primavera está ao rubro no mercado mais selecto de Portugal. Vamos abrir as portas desta quinta centenária para dar a conhecer as novas tendências para a nova estação, em mais um evento powered by Xicalarica. Aqueles vendedores especiais, escolhidos a dedo, num espaço único entre a serra e o mar onde toda a família se diverte.
Esperamos por todos para um dia diferente!
HORÁRIO: SÁB e DOM, das 11h às 19h
Entrada gratuita
(Para informações e inscrições: coolaresmarketbyxica@gmail.com)
Adira ao evento e saiba mais aqui:https://www.facebook.com/events/1284641831643372

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publicado às 11:33

Sim ou Sopas 6 de maio

por Nuno Saraiva, em 27.04.17

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publicado às 19:26

Mercado das Bagageiras - abril

por Nuno Saraiva, em 27.04.17

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publicado às 19:12

1.º Festival da Sapateira BVA

por Nuno Saraiva, em 27.04.17

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publicado às 19:00

Areia

por Nuno Saraiva, em 20.04.17

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Este ano desapareceu a piscina.. Será que vamos ter paraíso na Praia Grande?

 

 Foto de Victor Barreto.

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publicado às 14:11

Concerto da Pascoela 2017 - Almoçageme

por Nuno Saraiva, em 19.04.17

 

 

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publicado às 08:01

Malvasia Colares

por Nuno Saraiva, em 18.04.17

Para o Verão que aí vem o Arenae Malvasia de Colares é um branquinho que assenta na boca como um sopro salgado de maçãs e maresia.

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Os vinhos de Colares são dois: o branco, da casta Malvasia de Colares, e o tinto, da casta Ramisco. Ambos são raros, únicos, imprevisíveis e maravilhosos.

É bom partilhar um clima com um vinho. O aquecimento global é uma certeza científica (e enológica) mas cada ano, cada mês é diferente. São muito poucas as uvas Malvasia de Colares e Ramisco. Duas horas chegam para ver todas as vinhas. As vinhas são interessantíssimas. Mesmo quem nunca tenha provado um vinho de Colares há-de deliciar-se com as dificuldades imensas de cultivar as uvas. É emocionante ver como as vinhas resistiram historicamente à filoxera. Mas mais emocionante ainda é ver o que é preciso fazer para ajudá-las a sobreviver aos próprios elementos que lhe dão personalidade.

Uma das razões que me levou a vir viver para Colares foi estar apaixonado pelos vinhos que aqui se fazem. São vinhos que, quanto mais se conhecem, mais se admiram.

O Colares Malvasia é há muitos anos o meu branco português favorito. Cada colheita pode ser um milagre mas, para os apreciadores que se habituaram à magia dele, é reconfortante que consiga manter-se delicioso. É um vinho romântico que não só permite devaneios (o mar, o sal, o vento, as neblinas, a areia, as maçãs reinetas, o sol, as canas, o céu) como os encoraja.

 

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Miguel Esteves Cardoso, in Publico Life and Style 

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publicado às 12:57

Os ébrios

por Nuno Saraiva, em 07.01.17

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Se olho em volta de mim, se paro, se contemplo,

Vejo abrir um bordel dentro de cada templo,

São cheios os quartéis, repletas as igrejas.

Os ébrios histriões e as ébrias colarejas

Cantam nas espirais do fundo sorvedoiro.

Cada corpo gentil vale um punhado d'oiro.

 

 

Guerra Junqueiro, A Morte de Dom João, Lello & Irmão, Lisboa,página 31

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publicado às 22:32

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 Atendendo a vários pedidos que me têm feito, aqui deixo o discurso que fiz no dia 21 de dezembro de 2016. Foi para mim uma enorme honra discursar perante Sua Excelência o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa; da mesma forma que o seria para a restante audiência se não contassemos com a sua presença.

Exmo Senhor Presidente da República Doutor Marcelo Rebelo de Sousa

Exmo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Sintra, Dr. Basílio Horta

Exmo Senhor Vice-Presidente da Câmara Municipal de Sintra, Dr. Rui Pereira,

Exmos senhores Vereadores da Câmara Municipal de Sintra aqui presentes,

Exmo Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Colares, caro amigo Rui Santos,

Exmos representantes das restantes associações da Freguesia,

Exmo senhor Pároco de Colares, Padre José António Rebelo,

Caros músicos e associados, Exmos senhores e senhoras

É com muita honra que os recebemos neste dia tão importante para a nossa coletividade: a inauguração da nova sede. Num ano em que comemoramos o 125º aniversário, não podíamos desejar melhor prenda.

Eu tenho orgulho nesta sede, Não só porque foi a minha escola primária, mas também porque esta coletividade que tanto prezo e à qual tenho o prazer de pertencer lhe dará um uso nobre, de interesse para a comunidade, dando assim vida a um edifício que estava fechado e triste.

Por este edifício passaram milhares de crianças, que aqui iniciaram a sua educação. A Banda de Colares propõe dar uma continuidade a essa educação, agora musical e não só para crianças, mas também para adultos.

 

Exmo. Senhor Presidente da República, é uma honra para os colarejos contar com a sua presença nesta inauguração e nesta vila, que comemorou este ano 500 anos da atribuição do Foral.

Esta freguesia está no meio da serra, é constituída por encostas que diariamente recebem geadas e maresia; e mesmo assim conseguiu ser a grande produtora de frutas e legumes para toda a Lisboa durante séculos.

O mar desta freguesia é o pináculo da frescura atlântica. A bandeira verde é pouco vista e o nevoeiro visita-nos muitos dias no Verão. Ainda assim, Colares atrai centenas de famílias que há muitos anos aqui vêm passar as suas férias.

O vinho de Colares é um milagre. Produzir vinho nesta zona é uma heroica teimosia dos nossos viticultores que dura desde que D. Afonso III trouxe a casta Ramisco de França. (1)

A nossa coletividade foi criada em 1891. Foi criada no seio dos Bombeiros Voluntários de Colares. Como em muitos outros casos, houve uma separação porque a missão da proteção civil e a missão da cultura têm ritmos diferentes e necessidades diferentes. Os nossos antepassados decidiram manter o nome de BBVC e os atuais sócios também. É também a nossa forma de reconhecimento à importância desta instituição.

Esta Banda tocou ao longo dos séculos em dezenas de festas e deu concertos um pouco por todo o país. Entre tantas exibições, não se apagam da nossa memória as festas do Minho, principalmente a Nossa Senhora da Agonia, em Viana do Castelo.

Esta coletividade teve no passado um grupo de teatro e várias orquestras, que eram organizadas por músicos da Banda, de forma a executar outros tipos de música que abrilhantavam bailes e festas.

Eu tenho esperança que daqui a 75 anos, aqui sejam largados 200 balões. O compromisso da Banda para o futuro é continuar a proporcionar educação musical, e adaptar a Banda aos tempos modernos. Temos assistido à metamorfose do Fado em Portugal. No Mundo, André Rieu tem vindo a mudar a forma como se ouve música clássica. A nossa missão é cativar as pessoas para gostar de música e adaptar o que for preciso para esse objetivo.

 É tamanha honra para a nossa coletividade ter sido Sua Excelência a inaugurar oficialmente a nossa sede.

 

Exmo Dr. Basílio Horta,

é com um sentimento de gratidão que encaramos o facto da Câmara Municipal de Sintra nos ter cedido a instalações da antiga Escola Primária de Colares para funcionamento da nossa sede e Escola de música.

Muito obrigado por todos os apoios que nos tem cedido, nomeadamente materiais para a obra que efetuamos, por nos ouvir e por se ter juntado a nós nesta celebração também. Com sua autorização, o nosso agradecimento a toda a equipa da Câmara Municipal de Sintra liderado por Vossa Excelência e com o apoio incansável também do Vice-Presidente, Rui Pereira.

 

Exmos. Associados e amigos,

Nós temos agora as ferramentas e as condições ideais para o ensino da música. A música é uma das mais importantes formas de arte, apenas igualada pela literatura. A música é considerada por muitos a primeira parte.

É fácil encontrar estudos académicos que provam que os alunos com conhecimento de música têm melhor desempenho na escola e universidade.

É por isso que aqui estamos. É pela importância da música no equilíbrio da vida que a Banda de Colares disponibiliza o seu ensino. Venham aprender música independentemente da idade e permitam que os vossos filhos a aprendam.

Não podia concluir, sem agradecer, em nome da direção e dos músicos, a todos os que aqui trabalharam, principalmente os que tantos dias o fizeram de forma gratuita.

Agradeço também aos músicos que se disponibilizam, e que sem qualquer contrapartida financeira constituem esta Banda. Este espírito de voluntariado permitiu que o Fundo Patrimonial da Banda constituído por quotas, donativos e apoios da Câmara tenha sido poupado ano após ano e assim foi possível fazer as reparações necessárias para esta obra que hoje inauguramos.

Quero terminar, agradecendo uma vez mais a Sua Excelência, o Presidente da Republica.

Faço-o, citando uma poetisa que conheci através de Sua Excelência; e que cabe neste contexto por ter sido uma das melhores professoras primárias e pedagogas deste país. Como escreveu Irene Lisboa,    Quem não sai de sua casa, não atravessa montes nem vales, não vê eiras nem mulheres de infusa, nem homens de mangual em riste, suados…,(2)

Sr. Presidente, obrigado por sair de sua casa e conhecer o seu país e as pessoas do seu país com os próprios olhos. Obrigado por visitar a Banda de Colares.

 

21 de dezembro de 2016

 

(1) O Conceito do vinho de Colares ser um milagre e de ser uma heroica teimosia não foi meu. Foi inspiração de Miguel Esteves Cardoso, citando Pedro Falcão e Pedro Garcias.

(2) Irene Lisboa, Pequenos Poemas Mentais, In Revista de Portugal

 

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publicado às 20:40


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