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Antenor Patiño em Colares

por Nuno Saraiva, em 28.11.11

Antenor Patiño, magnata do Cobre da Bolívia, não tinha só a Quinta Patiño (explendido sítio). Também viveu em Colares, na Quinta do Vinagre.

 

A história de Patiño cruza-se com as dos Bourbon de Espanha e com Salazar, foi Patiño que organizou a mais megalomana festa de sempre, a pedido de Salazar que queria mostrar como era próspero o sistema político da Bolívia.

 

Há 40 anos, manifestações estudantis ocorriam no México, na Polónia, na Jugoslávia, na Alemanha. Maio, em França, tinha feito com que os sonhos se soltassem debaixo das pedras da calçada. A Primavera de Praga iria ser esmagada pelos tanques do Pacto de Varsóvia, comandados por Moscovo e com o apoio expresso do Partido Comunista Português, Robert Kennedy e Martin Luther King eram assassinados. O mundo estava em brasa.

Em Portugal, o ano de 1968 começava também com manifestações estudantis, em Lisboa e no Porto, contra a presença norte-americana no Vietname e contra a guerra colonial que Lisboa mantinha em Angola, Guiné-Bissau e Moçambique.

Mário Soares era preso e deportado para São Tomé e Príncipe, Salazar comemorava em Abril 40 anos no poder, mas em Agosto caía da cadeira e, com o seu estado de saúde a agravar-se, é substituído em Setembro à frente do Governo por Marcello Caetano.

Nesse ano, dá-se num país parado, isolado, pacóvio e pobre um evento de que ainda hoje se fala: Antenor Patiño, magnata do estanho, organizou uma festa na sua quinta em Colares, para a qual convidou “a fina flor da alta sociedade internacional”. Portugal ficou de boca aberta perante tanta gente rica e bonita.

Na fugaz Primavera Marcelista, Mário Soares é autorizado a regressar, mas o ano termina com vigílias de católicos contra a política africana do Governo e com o encerramento do Instituto Superior Técnico, em Lisboa, por o regime o considerar como local de subversão. A Academia de Lisboa decretava o luto académico.

 

Aqui.

 

Também Pedro Macieira já tinha falado nesta festa.

 

 

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publicado às 17:21


1 comentário

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De Anónimo a 14.12.2011 às 13:25

Só agora vejo esta notícia julgo que merece correcção.
À época referida, a Quinta do Vinagre pertencia a Pierre Schlumberger (e actualmente aos seus herdeiros).
Nunca o Sr. Patino foi proprietário desta quinta.
JAIME CORVO

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