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Um ano depois do Presidente da República ter recolhido lixo em Colares, Sintra, no âmbito da iniciativa Limpar Portugal, o espaço voltou a estar poluído, alvo de descargas ilegais de resíduos, maioritariamente provenientes da manutenção dos jardins.

 

Nesta freguesia rural, onde estão três das praias mais utilizadas do concelho de Sintra, persistem as descargas ilegais de resíduos, na sua maioria provenientes das manutenções dos jardins das habitações residenciais.

Em março de 2010, o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, escolheu a vila para participar na iniciativa Limpar Portugal, que juntou cem mil voluntários em todo o país na limpeza das matas.

Nalguns dos locais onde Cavaco Silva esteve são visíveis os depósitos recentes de materiais resultantes de obras, como tijolos e cimento, e de resíduos verdes como relvas e galhos de árvores oriundos dos jardins privados.

PRESIDENTE DA JUNTA DE COLARES DIZ
QUE A "VERGONHA CONTINUA"

O presidente da Junta de Freguesia de Colares reconheceu à agência Lusa que, depois de terem sido recolhidas das matas várias toneladas de resíduos em 2010, a “vergonha continua”, lamentando a inexistência de locais próprios para o depósito deste tipo de materiais.

“O Presidente da Republica ficou muito impressionado com o que viu porque se tiraram daqui muitas toneladas de lixo. Há várias zonas da freguesia que são um caos”, disse à Lusa Rui Franco dos Santos.

O presidente da Junta lamenta que “esteja prometido há vários anos um ecoponto de recolha” para que moradores e empresas possam deixar os restos de obras e de jardinagem em local próprio.

 vice-presidente da Câmara de Sintra e vereador com o pelouro do Ambiente, Marco Almeida, lamentou a “falta de civismo e de responsabilidade de quem não cumpre as regras elementares” de respeito pelo espaço público num concelho difícil de fiscalizar
vice-presidente da Câmara de Sintra e vereador com o pelouro do Ambiente, Marco Almeida, lamentou a “falta de civismo e de responsabilidade de quem não cumpre as regras elementares” de respeito pelo espaço público num concelho difícil de fiscalizar  

“Enquanto a freguesia de Colares não tiver um ecocentro, que está prometido há muito tempo, não conseguimos resolver este problema. E falta fiscalização. Há aqui muitas casas de férias e dentro de um mês vão ver como vai ficar isto quando as pessoas começarem a vir para as casas e a limparem os jardins”, adiantou.

MARCO ALMEIDA, VICE-PRESIDENTE DA
CÂMARA DE SINTRA, LAMENTA "FALTA DE CIVISMO"


Por seu turno, o vice-presidente da Câmara de Sintra e vereador com o pelouro do Ambiente, Marco Almeida, lamentou a “falta de civismo e de responsabilidade de quem não cumpre as regras elementares” de respeito pelo espaço público num concelho difícil de fiscalizar.

“A dimensão do concelho, 320 quilómetros quadrados, dificulta as ações de fiscalização que a câmara tem empreendido ao longo das vinte freguesias, entre zona urbana e rural. Há muito espaço que constitui uma oportunidade para que de facto todos aqueles que entendem desrespeitar o ambiente e fugir à legalidade possam despejar todo o tipo de entulho no espaço público”, considerou.

Marco Almeida reconheceu que é importante “acelerar” a implementação de uma rede de ecopontos, um processo que acaba por ser dificultado por decisões relativas à localização e dimensão dos terrenos onde serão colocados.

O responsável apelou aos cidadãos para que denunciem estas práticas ilegais que contribuem para a degradação do ambiente e do espaço público, considerando que, um ano após a iniciativa Limpar Portugal, o depósito de materiais nas matas de Colares diminuiu.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Texto Radio Ocidente: Aqui. (Clique para ver vídeo)

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publicado às 09:01


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