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A jornaleira mais simpática de Sintra mudou de casa. Continua na sublime praia Grande, mas agora está numa casa a sério, ao pé do esplêndido Hotel das Arribas, onde uma bela esplanada, sem preços de hotel mas com qualidade de grande hotel, nos convida a ler demoradamente.

A Dona Ju tem tudo e sabe tudo. Sabe onde tomar banho e quando e onde há estacionamento. Um exemplo: comprei lá o Volume II do delicioso 100 Ideias que Mudaram o Design Gráfico do PÚBLICO e desesperei: tinha-me esquecido de comprar o Volume I. Mal comecei a chorar, já a Dona Ju estava a entregar-me o livro.

Dantes a loja era uma cabana bonita mesmo em frente ao mar, ao lado do Angra, o primeiro dos restaurantes da praia Grande, com esplanada no rés-do-chão e no primeiro andar. Os donos, dois irmãos chamados Chico e Vítor, sabem tudo sobre a praia Grande e o mar da praia Grande. São sábios e generosos com os conselhos.

Quando fui à praia Grande, fiquei furioso por descobrir uma loja de jornais ao pé do Hotel das Arribas. Estando mais perto do que a cabana da Dona Ju, estava a roubar-lhe a clientela. Segui caminho, determinado a comprar os jornais na loja certa, que está lá todo o ano, haja frio, chuva, nevoeiro ou bom tempo.

Na cabana estava um papel a dizer que se tinha mudado para perto do Hotel das Arribas. Ainda bem. Estava num lugar vulnerável às enxurradas. Agora está mais segura. Continua a ser o lugar mais bonito para comprar jornais que conheço. Na praia.

 

O MEC é que sabe como é.

 

Já agora fica a informação que antes ainda, era um quiosque muito pequeno, em frente ao sítio onde os autocarros dão a volta..

 

(Foto de A mulher é que Manda)

 

Texto no Público, 24/04/2014

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publicado às 17:11

Feira de Artesanato em Colares, na várzea.

por Nuno Saraiva, em 24.04.14

 

 

 

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publicado às 11:50

Passeio de BTT

por Nuno Saraiva, em 24.04.14

Amanhã há passeio de BTT no Penedo.

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publicado às 11:47

O êxodo dos candidatos e suas equipas

por Nuno Saraiva, em 21.04.14

 

 

Prólogo: Quando pensei em escrever este post, o título que me ocorreu foi Desaparecidos em Colares. Seria um título que chamaria a atenção e faria com que mais pessoas lessem esta publicação. Gosto de ter sempre uma imagem a ilustrar os posts e pesquisei no Google imagens a palavra "desaparecidos". A realidade do que ali aparece é tão triste que decidi não utilizar essa metáfora como título.

 

...

 

Quinta-feira fiz anos. O Facebook trouxe-nos a vantagem e facilidade de saber o dia de aniversário e, em segundos, felicitar aqueles com os quais estamos ligados naquela rede social.

 

Como sempre, desde que o adicionei no Facebook, o Marco Almeida deu-me os parabéns através da funcionalidade própria naquela rede social que faz aparecer na página pessoal de cada pessoa as felicitações de parabéns.

 

Recebi também mensagens de parabéns das outras pessoas que me são próximas: amigos próximos e menos próximos, pessoas do meio profissional, colegas e alunos. Foram suficientes e importantes para um dia sempre um pouco neurótico para quem não gosta de envelhecer. Apesar de ser sinal de estar mais velho, receber parabéns "tem não sei quê, que prende a alma da gente".

 

Na passada sexta-feira e sábado, aconteceu também o festival do mexilhão, que além da gigante divulgação de Miguel Esteves Cardoso, contou também com a divulgação e presença de Marco Almeida.

 

Eu fui lá espreitar o festival sábado à tarde, e depois, fui ver o mar à Praia Grande. Enquanto olhava o mar, transportei a minha memória para o Verão passado. Em agosto e setembro do ano passado, toda a gente ia a todo o lado. Toda a gente estava em todos os eventos. Era nos mercados, nas festas, nas procissões, nos restaurantes, nos concertos, no teatro.

 

Toda a gente tinha algo a dizer sobre tudo.

 

Nesses dois meses, ao contrário do resto do ano, a timeline  do meu Facebook era freguesia de Colares e concelho de Sintra a todo o momento.

 

Recebi convites, sugestões para gostar de páginas, sugestões para entrar em grupos, dezenas de eventos.

 

Os meus posts sobre Colares e Sintra receberam mais likes do que nunca.

 

Em Sintra, de forma geral, Marco Almeida continua a "queimar fins-de-semana" com a família, para estar junto das pessoas. Continua com a sua comunicação nas redes sociais e mais importante - continua a ler o que as pessoas escrevem a a interagir.

 

Rui Santos tenta acompanhar. Melhor a divulgar que a interagir.

 

Todo o resto de pessoas que pululava em agosto e setembro desapareceu. Candidatos, amigos de candidatos e outros acompanhantes.

 

Desapareceram do Facebook e dos eventos. Nunca mais soube de nada que fizessem. (Não significa que não tenham feito).

 

Entretanto, por Colares, nos blogs e no Facebook, os quatro ou cinco do costume continuam a divulgar os eventos que outros colarejos fazem acontecer, como por exemplo o festival do mexilhão de ontem.

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publicado às 15:17

Passeio até à Praia..

por Nuno Saraiva, em 20.04.14

 

Fatiotas de Primavera fresca...

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publicado às 11:39

A Páscoa do Mexilhão

por Nuno Saraiva, em 19.04.14

 

Colares foi bafejada pela sorte. Tem a sorte de ter Miguel Esteves Cardoso a escrever amiúde sobre o que se passa na freguesia e nas freguesias vizinhas que têm os mesmos encantos (afinal é apenas uma linha administrativa que nos separa).

 

Escrever depois do MEC é como discursar depois dum show man ou como num programa de talentos cantar depois da grande sensação.

 

Como escreveu o Nuno Moreira na rede social efémera, onde tudo desaparece ou vai desaparecer, quanto MEC escreve sobre um assunto não há mais nada a acrescentar, e, tudo o que se possa escrever é pior.

 

Ontem e hoje está a acontecer o festival do mexilhão em Colares, e com enorme sucesso. Fico muito feliz pela ideia. São estas coisas que fazem falta ao turismo colarejo. Nem sei como ninguém teve esta ideia mais cedo. Parece-me, agora, universalmente óbvio que Colares tem de ter um festival destes. Se há sítio para haver um festival do Mexilhão é em Colares.

 

Para o ano, vamos repetir, vamos divulgar mais, vamos tentar chegar às TVS. Vamos trazer mais gente para Colares.

 

Sabemos que, a atracção de Colares não é a qualidade balnear que maioria das pessoas gosta (mar calmo, água quente, muita areia). As praias são ao contrário o que também é muito apreciado por outros: Mar agitado, água fria.

 

Mas acima de tudo, o Verão de Colares é sossegado e é tudo muito bonito. Temos a praia, as arribas, o pinhal a serra.

 

Afirmemos a estadia e a capacidade de alojamento. E mostremos a nossa tradição: O peixe, os "percebos", o mexilhão. Principalmente o mexilhão na Páscoa.

 

 

(Foto de Júlio José Silva)

 

Crónica do Mestre, dia 18/04/2014, no caderno life&style do jornal Público, disponibilizado aqui.

 

Hoje é um bom dia para vir à Praia das Maçãs comer mexilhão. Nas rochas vêem-se pessoas a apanhar mexilhão e, caso apanhem mais de três quilos ou apanhem mexilhão pequeno de mais, a serem multadas. 

As multas rendem mais do que o mexilhão. Também é preciso coragem para comer o mexilhão das nossas costas. O mexilhão, ao contrário do percebe, não tem jeito nenhum para expulsar os venenos e é por isso que as intoxicações são tão vulgares.

Os melhores restaurantes de Colares — entre os quais o Neptuno, na Praia das Maçãs (cozinheiro Paulo) e a Adega das Azenhas (cozinheira Lurdes) — juntaram-se para fazer um Festival do Mexilhão no Mercado da Praia das Maçãs. Mas o mexilhão não será selvagem, para não haver problemas. Será cuidadosamente escolhido e cozinhado. O festival começou ontem mas continua hoje, das quatro da tarde até à meia-noite. 

A entrada é livre e cada pratinho de mexilhão só custará 5 euros. Haverá mexilhão ao natural, mexilhão à Bulhão Pato e mexilhão à espanhola. Todas as bebidas — cerveja, vinho, refrigerante ou água — custarão 1 euro cada uma.

O mexilhão foi comprado ontem, pelo que não poderia estar mais vivo ou mais fresco. É a vantagem de um festival que dura apenas dois dias: não há tempo para nada envelhecer. Outro trunfo é o facto de o festival se realizar nas instalações (recém-renovadas) do Mercado da Praia das Maçãs. As vendedoras de frutas e de hortaliças são excelentes. Digo isto porque muitas vezes a preparação de moluscos à Bulhão Pato é prejudicada por alho de baixa qualidade e coentros menos do que fresquíssimos.

Também haverá bifanas e outros petiscos para quem não quiser dedicar-se integralmente ao mexilhão. 

Num louvável espírito de cooperação — não estivesse a freguesia de Colares entre as mais simpáticas de Portugal — não haverá uma dúzia de barraquinhas, cada uma ocupada por um restaurante diferente. Haverá uma única cozinha central, sob a supervisão dos entendidos dos restaurantes.

É preciso avisar que aqui em Colares come-se mexilhão todos os dias ao longo de todo o ano. Todos os restaurantes sabem cozinhá-lo com respeito e sabedoria. O mexilhão vem do Norte de Portugal. Não encontrará aqui mexilhão da Nova Zelândia.

Um dos prazeres é falar do mexilhão com os habitantes e os cozinheiros. Toda a gente tem histórias engraçadas sobre a apanha do mexilhão. Discute-se o calibre do mexilhão: o maior e mais caro vai para Espanha, onde estão dispostos a pagar mais por ele.

O mexilhão sabe melhor quando se está a olhar para ele: é o caso da Praia das Maçãs, com as rochas cobertas de mexilhão (e de percebes que são muito bons e mais baratos do que em Cascais ou Lisboa).

O festival é organizado pela excelente Junta de Freguesia de Colares e pelo Clube Recreativo da Praia das Maçãs. São garantias de qualidade e de autenticidade. Sabem o que fazem e trabalham e moram cá todo o ano.

Depois, se ficar inspirado, pode entreter-se a experimentar o mexilhão de todos os restaurantes que participaram (e de outros que ficaram de fora, como o Búzio) no festival. Cada um tem um jeitinho especial e cada um é delicioso à maneira dele.

Na Bélgica, há muitas maneiras de cozinhar mexilhões e o acompanhamento tradicional são as batatas fritas. Em Portugal, o acompanhamento do mexilhão é o bom pão, para ensopar o molho. Assim será na Praia das Maçãs. 

Terá é de ir hoje, sábado: o segundo e último dia. O próximo Festival do Mexilhão da Praia das Maçãs só será daqui a um ano. Uma ideia romântica será apanhar o bonito eléctrico que vai de Sintra à Praia das Maçãs e vice-versa. O mercado fica ali a uns passos. O passeio é barato e encantador, mas não é para quem tem pressa.

Se chover, não faz mal. O mercado foi todo renovado, com um telhado novinho em folha, que não deixará passar uma única gota.

Se estiver sol, pode integrar a mexilhoada com uma ida à praia, sempre a pé.

Aleluia

 

Notas finais: Não consigo deixar de dizer "percebos". Aprendi assim e não consigo corrigir para percebe, perceve, ou perceba que são os nomes corretos. Para mim são "percebos".

 

Ontem fui a São Pedro de Sintra e era impressionante a quantidade de espanhóis que por lá circulava. Parecia que estava numa vila espanhola com noventa por cento dos carros com matrícula espanhola. Se conseguíssemos fazer do mexilhão o ex-líbris da Páscoa em Sintra, estes turistas são uma mina por explorar.

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publicado às 12:26

O problema do Mexilhão

por Nuno Saraiva, em 18.04.14

Ontem, na véspera do dia da tradição de apanhar o mexilhão, saiu uma interdição para apanhar mexilhão em parte da costa portuguesa, incluíndo Sintra. Esta interdição surgiu devido à presença duma toxina com risco para a saúde pública.

 

 

Apesar da notícia ter circulado ontem pelo Facebook e pelos blogs, maioria das pessoas desconhecia a interdição e aconteceu mais uma apanha do mexilhão na Sexta-feira Santa. (Foto do blog Rio das Maçãs).

 

Segundo o site Tudo sobre Sintra, não havia qualquer autoridade na costa a alertar e/ou proibir as pessoas de apanhar o mexilhão.

 

Como sempre, há colarejos castiços: ". Outros dizem que depois de saberem do risco vão evitar dar mexilhões aos mais novos, mas não vão desperdiçar o produto da manhã. "É tradição. Se apanhar uma dor de barriga, paciência", diz outro apanhador."

 

Há qualquer coisa de errado em tudo isto: Desde criança que me lembro das pessoas irem apanhar mexilhão na costa, neste dia. As autoridades com certeza também o sabem. Sai um alerta desta natureza e não há vigilância na costa? Não há autoridades a proibir as pessoas ou no mínimo a alertar? 

 

Ou por outro lado, será que foi um exagero este relatório do IPMA e por isso as autoridades acharam que não era preciso alertar as pessoas?

 

 

 

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publicado às 15:41

E no blog..

por Nuno Saraiva, em 18.04.14

 

Começou a época do mexilhão :) 

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publicado às 15:24

Festival do Mexilhão

por Nuno Saraiva, em 18.04.14

 

 

Uma das melhores coisas que Colares nos dá..

 

:)

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publicado às 15:23

Festival do Mexilhão

por Nuno Saraiva, em 18.04.14

Tudo preparado para o festival do mexilhão...

 

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publicado às 15:15

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