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Colarense ou Colarejo?

por Nuno Saraiva, em 24.02.06

Copio abaixo um texto que encontrei na página do programa prof2000 sobre os nomes gentílicos. Esta página refere como fonte o Prontuário Ortográfico e Guia da Língua Portuguesa, da autoria de Magnus Bergström e Neves Reis, publicado pela Editorial Notícias, 23ª ed., pp. 96 a 102.

Segundo as regras da língua portuguesa vem: colarejo.

Os nomes gentílicos, étnicos ou pátrios exprimem «procedência» ou «naturalidade». Há variadíssimas maneiras de os constituir. Recorre-se à utilização de uma grande diversidade de sufixos e desinências e, frequentes vezes, às formas latinas ou latinizadas das respectivas localidades.

Não se pode estabelecer uma regra única e rígida, porque o uso e a tradição impõem os seus direitos, forçando até o emprego de vocábulos sem nenhuma analogia mórfica com a denominação das terras ou lugares.

Sufixo «aco» — Ex.: austríaco, da Áustria; egipcíaco, do Egipto; etc.

Sufixo «ano» — Ex.: africano, de África; alentejano, do Alentejo; alagoano, de Alagoas, Brasil; goisiano, de Góis; mexicano, do México; murciano, de Múrcia; etc.

Sufixo «io» — Ex.: barrosão, do Barroso; brabanção, de Brabante; bretão, da Bretanha; etc.

Sufixo «ato» — Ex.: maiato, da Maia; etc.

Sufixo «ego» — Ex.: manchego, da Mancha; etc.

Sufixo «eiro» — berlengueiro, das Berlengas; cartaxeiro, do Cartaxo; brincheiro, de Brinches; etc.

Sufixo «ejo» — Ex.: alcoutenejo, de Alcoutim; colarejo, de Colares; etc.

Sufixo «cubo» — Ex.: barranquenho, de Barranco; estremenho, da Estremadura; rifenho, do Rife; etc.

Sufixo «eno» — Ex.: antioqueno, da Antioquia; chileno, do Chile; madrileno, de Madrid; nazareno, da Nazaré; romeno, da Roménia; etc.

Sufixo «case» — O elemento mais vulgar nesta espécie de normas é o sufixo ense, derivado do latim ensis (raiz ens e determinativo is). Ex.: alcobacense, de Alcobaça; almeiriense, de Almeirim; estremocense, de Estremoz; montemorense, de Montemor; etc.

Sufixo «ês» — O sufixo ense deu por contracção o sufixo popular ês, como em albanês, da Albânia; chinês, da China; cordovês, de Córdova; tirolês, do Tirol; etc.

Sufixo ico» — Ex.: minderico, de Minde.

Sufixo «inho» — Ex.: biscainho, da Biscaia.

Sufixo «ino» — Ex.: argelino, de Argel; argentino, da Argentina; gibraltino, de Gibraltar; maiorquino, de Maiorca; minorquino, de Minorca; ovarino (forma popular varino por aférese do o inicial, de Ovar); oliventino, de Olivença; etc.

Sufixo «io» — Ex.: algarvio, do Algarve; boémio, da Boémia; assírio, da Assíria; etc.

Sufixo «ista» — Ex.: ambaquista, de Ambaca; macaísta, de Macau; etc.

Sufixo «ita» — Ex.: israelita, de Israel; moabita, do antigo país de Moab; etc.

Sufixo «ota» — Ex.: epirota, de Epiro; candiota, de Cândia; minhota, do Minho; penaguiota, de Penaguião; romeliota, da Romélia.

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publicado às 09:27

Image hosting by Photobucket Artigo do Diário de Notícias acerca do passeio da ALAGAMARES. João Rodil, afirmou, segundo o DN, que o correcto é dizer Colarense, colarejo era seria apenas gerúndio da popular. Assuntos da língua portuguesa interessam-me e este é bem interessante: O que é que faz uma palavra ser correcta? A sua absorção pela população ou a sua história? Como foram definidos os adjectivos relativos às terras dum individuo? Por norma há um sufixo a acrescentar que será imposto pela tradição. Já agora o que estará mais correcto? Lisboeta ou Lisbonense?

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publicado às 10:24

O eléctrico - Comentário

por Nuno Saraiva, em 23.02.06
2 euros não é caro???? Lembrem-se que são 400 Escudos!!! Enviado por Luisa Comparar euros com escudos neste momento não faz sentido, na minha opinião. Isto porque em 2000, 400 escudos significava uma coisa e hoje significa outra e como não estamos sensibilizados para o valor do escudo hoje não percebemos que um café custa 110 escudos, por exemplo. No ano passado e no anterior o preço do eléctrico era 1 Euro. E não era por isso que as pessoas o utilizavam para o dia-a-dia.

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publicado às 10:02

O eléctrico - Comentários

por Nuno Saraiva, em 21.02.06

PREÇÁRIO Normal: 2,00 € Meio Bilhete: 1,00 € (Idosos, >65 anos, Funcionários da CMS, SMAS de Sintra e Empresas Municipais de Sintra, mediante apresentação de cartão) Crianças até 4 anos: Grátis

*****

Caro NS, não defendo que o Eléctrico seja gratuito, penso é que os preços não devem ser mais diferenciados que já são.. porque afinal qual é a diferença entre um turista Português e um Holandês? Ambos são Turistas, ponto final. E já agora, será que o Instituto de Turismo de Portugal através do gabinete de apoio a projectos de natureza pública, não apoia projectos como este? E a autarquia local? Penso que a mesma deve contribuir para a manutenção deste projecto, afinal quantas Vilas têm um eléctrico assim??

 Enviado por Lucyta

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publicado às 16:17

O eléctrico - Comentário

por Nuno Saraiva, em 21.02.06
Não me parece que a diferenciação de preços entre turistas nacionais e estrangeiros seja a solução... Será que mum país onde tanto dinheiro se gasta mal gasto, não haverá uma verbazita que possa ser alocada a este projecto? Não me parece que a questão do Eléctrico passe pela rentabilidade do mesmo, mas sim pela excelência do serviço, o que traria muitos mais “clientes”. Enviado por Lucyta Ao colocar a questão turistas nacionais / estrangeiros não me tinha presente a ideia de diferenciação mas sim uma opção/público alvo. Penso ainda que ao enveredar por esta opção há a questão de quem iria suportar este custo? A Câmara, A Associação de Turismo ou de Comércio? A empresa Monte da Lua?

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publicado às 14:18

O eléctrico - Comentário

por Nuno Saraiva, em 21.02.06
Já vi muitas vezes este eléctrico com 1 só turista. Dizem as pessoas que os bilhetes são muito caros. Penso que para rentabilizar o serviço os preços deviam baixar e serem portanto mais acesíveis aos não turistas estrangeiros que esses têm dinheiro para pagar tudo Enviado por Luisa Nota: Não compreendo como se pode achar 1 Euro caro, quando o blihete de autocarro é quase 3 Euros. A questão principal é: Dada a especifidade do serviço em causa, baixando o preço, aumentava a procura? Baixar para quanto? 0,50 €??

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publicado às 09:21

Chuva

por Nuno Saraiva, em 21.02.06
Muito chove em Colares. Ontem foi um daqueles dias em que sai de Colares debaixo de chuva, andei por Lisboa e esteve um dia soalheiro e à noite, voltei a Colares e estava a chover. Por isso é que o Ramisco é tão bom.

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publicado às 09:17

O eléctrico

por Nuno Saraiva, em 19.02.06
Image hosting by Photobucket Nesta altura é possível encontrar os eléctricos em testes e manutenção. O papel do eléctrico na vida dos Sintrenses é algo que é um pouco duvidoso. O preço dos bilhetes é barato. Sendo este meio um meio turístico não deveria ter este um preço mais elevado de modo a rentabilizar mais este serviço? Dê a sua opinião até 31 de Março escolhendo a opção acima.

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publicado às 21:38

O eléctrico na Praia das Maçãs

por Nuno Saraiva, em 09.02.06

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Foto enviada por Vitalino Cara D'Anjo

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publicado às 14:44

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MANUEL CAETANO DE SOUSA PREGO, 6.º filho de D. Caetana Feliciana de Castro e de seu marido Manuel de SP, ref.os no n.º III do § 6.º. Foi tabelião, proprietário de um dos ofícios do Público Judicial e Notas da vila de Sintra; monteiro-mor da Serra de Sintra e das coutadas de Colares e de Cheleiros dela dependentes, por nomeação de 28-II-1750, por carta do monteiro-mor do Reino Fernando Telles da Silva, inclusa no processo de habilitação para a Ordem de Cristo adiante mencionado, com todos os privilégios inerentes até 24-XI-1760, data em que deixou esse cargo, cavaleiro professo na Ordem de Cristo por mercê de D. José I e portaria do secretário de Estado Francisco Xavier de Mendonça Furtado, datada de 29-XI-1760, confirmada depois do processo de habilitação por alvará de 26-VIII-1761, pelo qual se mandava armar cavaleiro na “minha real Capella, ou na Igreja de Nossa Senhora da conceipsam desta Cidade de Lisboa”, com doze mil reis de tença, mais tarde aumentada para quarenta mil reis; foi ainda governador da fortaleza de St.ª Maria do Magoito, cargo que ocupou por mais de 21 anos. Teve ainda mercê do hábito da Ordem de Sant’Iago, em 24-I-1799, com padrão de doze mil reis de tença.Nasceu em Sintra a 8 de Janeiro de 1725 e aí foi b. na Igreja de S. Martinho a 22 do mesmo mês e ano, tendo por pad.s Manuel Caetano Lopes de Lavre, cav.º professo da Ordem de Cristo, fid. da CR, deputado da Junta do Tabaco, alcaide-mor de Montemor-o-Velho e administrador da Casa de Aveiro, e de D. Maria da Câmara. Faleceu nessa mesma vila repentinamente de uma apoplexia a 30 de Novembro de 1801. Casou a l.ª vez em Sintra, em data que ignoramos pela mesma razão já várias vezes apontada do desaparecimento dos livros de recebimentos correspondentes aos registos compreendidos entre 1614 e 1775, com D. Rosa Caetana de Freitas Maciel, natural dessa vila, aonde foi b. a 9 de Março de 1732 e veio a falecer a 5 de Novembro de 1789, filha de Paulo Vieira Maciel, e de sua 2.ª mulher e prima D. Brízida Inácia de Freitas, atrás referidos. Casou a 2.ª vez, também em S. Martinho de Sintra, a 7 de Novembro de 1796 com Rosa Caetana de Jesus, natural da freg. de St.ª Maria de Sintra, nascida a 4 de Janeiro de 1765 e aí b. a 19 do mesmo mês, tendo por pad.s o Rev. P.e José Simões e D. Maria Josefina da Câmara Noronha e Ataíde, filha de Quintino da Costa Galvão, natural de Monte Lavar e aí b. na freg. de Nossa Senhora da Purificação, e de sua mulher Isabel Luísa da Silva, natural da freg. de St.ª Maria.

Fonte: Texto de

José Filipe Menéndez

retirado genealogia.netopia.pt

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publicado às 10:45

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