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Que se levantem as linhas...

por Nuno Saraiva, em 24.02.09

Já se percebeu que o eléctrico em Colares acabou.

 

O trajecto não é rentável para uma empresa que o queira explorar. A atracção parece não ser assim tão grande para o turista, e, ainda por cima, a zona tem tendência a ter um Verão mais curto, dado o clima especial de Sintra, com alguns dias sem sol e com muita humidade.

 

A Câmara, não tem orçamento para suportar a existência do eléctrico entre Sintra e Praia das Maçãs, o que é aceitável, há tanta coisa mais importante onde aplicar as verbas.

 

Assim sendo, o que é que lá estão os carris a fazer?

 

Ocupar espaço e à espera de cair no abandono, esperando que as ervas tapem a linha.

 

É tempo de desistir do eléctrico, e aproveitar o espaço para fazer uma via pedonal / ciclovia.

 

Numa época em que o sedentarismo é uma das doenças da população, e que são precisos mais espaços que levem as pessoas a ter actividades físicas, o trajecto da linha do eléctrico era perfeito e grande o suficiente para fazer uma via pedonal e ciclovia.

 

O que temos hoje é ferro e madeira sem qualquer utilidade.

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publicado às 23:21


3 comentários

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De Pedro Macieira a 26.02.2009 às 00:28

Caro Nuno Saraiva,
Não tendo nenhuma informação privilegiada sobre o futuro do eléctrico da Praia das Maçãs, mas tendo recolhido alguma informação sobre as obras de recuperação da via que seriam iniciadas este ano, fiquei surpreendido com a defesa de substituir ” o ferro e a madeira “ das via por uma ciclovia...

Considero a existência do eléctrico como um elemento fundamental da “marca” Sintra.A história desta região e do eléctrico estão profundamente ligadas. Nos últimos anos desde Edite Estrela, e depois com Fernando Seara recuperou-se a via e o eléctrico voltou à Praia das Maçãs. Falou-se o ano passado numa solução de fazer passar o eléctrico novamente pela Estefânia de Sintra.

O que aconteceu com via do eléctrico foram obras mal feitas que não devem ter considerado o tipo do solo, e talvez um orçamento que se pretendeu encolher. O resultado de um inverno com pluviosidade acima do normal fez com em algumas zona os terrenos cedessem e provocassem alterações nos carris que impossibilitam a circulação em algumas zonas.

A rentabilidade ou não do eléctrico como argumento para que ele não deva existir, parece-me um argumento economicista, que não considera a mais valia para a região da existência de um eléctrico como o de Sintra a funcionar num percurso em que o terminal depois de uma viagem única é a praia das Maçãs.Sei que a procura durante os meses de verão é superior à oferta que CMS podia oferecer, tal era a procura por turistas pelo aquele histórico meio de transporte.

Tive oportunidade de visitar na Ribeira de Sintra a recuperação que estava a ser feita de velhas unidades para futuramente circularem.Também sei que que se formaram novos guarda-freios.

Espero que ninguém que tenha realmente poder de decidir, tome a decisão de acabar com o eléctrico.

Um abraço
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De Pedro Macieira a 26.02.2009 às 00:52

Por não ter a certeza do comentário que fiz anteriormente ter seguido bem-envio de novo, mesmo considerando que este post esteja mascarado, pois estamos no carnaval!

Caro Nuno Saraiva,

Não tendo nenhuma informação privilegiada sobre o futuro do eléctrico da Praia das Maçãs, mas tendo recolhido alguma informação sobre as obras de recuperação da via que seriam iniciadas este ano, fiquei surpreendido com a defesa de substituir ” o ferro e a madeira “ das via por uma ciclovia...

Considero a existência do eléctrico como um elemento fundamental da “marca” Sintra. A história desta região e do eléctrico estão profundamente ligadas. Nos últimos anos desde Edite Estrela, e depois com Fernando Seara recuperou-se a via e o eléctrico voltou à Praia das Maçãs.
Falou-se o ano passado numa solução de fazer passar o eléctrico novamente pela Estefânia de Sintra.
O que aconteceu com via do eléctrico foram obras mal feitas que não devem ter considerado o tipo do solo, e talvez um orçamento que se pretendeu encolher. O resultado foi com um inverno com pluviosidade acima do normal fez com em algumas zona os terrenos cedessem e provocassem alterações nos carris que impossibilitam a circulação em algumas zonas.

A rentabilidade ou não do eléctrico como argumento para que ele não deva existir, parece-me um argumento economicista, que não considera a mais valia para a região da existência de um eléctrico como o de Sintra a funcionar num percurso em que o terminal depois de uma viagem única é a praia das Maçãs.

Sei que a procura durante os meses de verão é superior à oferta que CMS podia oferecer, tal era a procura por turistas pelo aquele histórico meio de transporte.

Tive oportunidade de visitar na Ribeira de Sintra a recuperação que estava a ser feita de velhas unidades para futuramente circularem.Também sei que que se formaram novos guarda-freios.

Espero que ninguém que tenha realmente poder de decidir, tome a decisão de acabar com o eléctrico.

Um abraço
Pedro Macieira
Sem imagem de perfil

De Susana B a 09.03.2009 às 11:10

Bom dia.

Talvez fosse melhor pensarem em reduzir o valor dos bilhetes para que fosse compensatório utilizar o elétrico (eu iria muito mais feliz, e mais vezes até á praia), ou em vez de uma tarifa única houvesse diferenciação de distancias. Alargamento dos horários também era uma boa idéia, uma vez que na zona os autocarros são poucos e mais uma vez mais dispendiosos que a utilização de automóvel. Quanto á ciclovia, não me parece uma substituição viável: não estou a ver que ajudasse as pessoas mais idosas terem de pedalar até á Estefânea e carregar as compras num cesto da pedaleira, e muitas pessoas não possuem bicicleta. Creio que haveria muitas coisas que poderiam dinamizar, por exemplo a localização de um parque de merendas numa das paragens?
Vim só aqui deixar a opinião de que a idéia anteior de acabar com o elétrico é muito triste, e era escusado falar nisso, uma vez que por aqui muitas vezes as vozes de burro chegam aos céus.

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