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A família Colares

por Nuno Saraiva, em 01.07.08
A História da Família Collares

I

 

Este pequeno e singelo trabalho tem como objetivo, recuperar um pouco da História de uma família que passou grande parte de suas gerações sem deixar marcas no tempo.

Quero assim homenagear todos aqueles que contribuíram corajosamente neste mundo para trazer até as gerações presentes este sobrenome de gente simples mais acima de tudo honesta e hospitaleira.

 

II

Meus primeiros estudos mostram que a origem da família Collares, inicia-se no sul da França de onde nasce o Brasão do Clã Collares. Mais tarde ressurge com mais força no litoral de Portugal, onde hoje situa-se a cidade de Collares esta conhecida em Portugal como Villa de Collares tão antiga que já existia no tempo dos romanos, porque disto dão testemunho muitas medalhas e inscrições romanas que aí são encontradas. Provavelmente se viu livre do jugo sarraceno ao mesmo tempo que sua vizinha Cintra, que foi resgatada por Don Affonso Henriques por volta do ano de 1200.

Fica muito difícil alocar qualquer informação que possa aproximar, mesmo que distante, de remanescentes desta família nesta época.

Não temos informações que possam narrar com clareza a vinda dos primeiros Collares para o Brasil. Tudo que podemos apresentar é o surgimento do sobrenome no Estado do Rio Grande do Sul, mais tarde pode-se observar o aparecimento também em São Paulo, (Desembargador Alexandre Collares), Fortaleza/CE e em Belo Horizonte/MG. Não é possível sem um grande estudo, buscar a conexão entre as diversas ramificações existentes, mas para tanto seria necessário, antes de mais nada, juntar documentos históricos, hoje muito raros, para iniciar esse estudo.

 

III

Conta nos Jayme Collares Neto, em seus estudos históricos da família Collares do Estado do Rio Grande do Sul que seguindo seus antepassados conseguiu descobrir que os Collares da região de Bagé e do Uruguay pertencem a mesma família que vieram para Palmas, os quais em 1836 adquiriram vastas extensões de terras na região dos arroios Corrales e Queguay-Chico. Essas terras se situavam mais ou menos a meio caminho entre as cidades de Tacuarembó e Payssandú, no Uruguay, nas quais vivem até hoje boa parte de seus descendentes.

Os dois irmãos que em 1810-1820 vieram para as Palmas se chamavam José Luiz Colares e Leonardo José Colares. Eram naturais de Mostardas, município situado no litoral sul-rio-grandense, entre a Lagoa dos Patos e o Oceano Atlântico. Seu pai foi um comerciante Português que se chamava José Luiz Colares, que nasceu em 1751 na Vila de Colares, próximo a Lisboa, em Portugal. Seu nome de família era Luiz, mas ao vir para o Brasil ele acrescentou o sobrenome Colares, porque era inconveniente para um comerciante ter um nome comum, como José Luiz.

Esse, segundo nos relata Jayme Colares Neto, foi o primeiro a se assinar Colares no Rio Grande do Sul. Casou-se em 1788 com Anna Ignácia de Jesus, nascida em Mostardas em 1773, ano de fundação dessa cidade. Era filha de imigrantes açorianos, chegados ao Rio Grande do Sul no começo de 1752, vindos da Vila do Topo, na Ilha de São Jorge.

Além desses Colares já mencionados, existem ou existiram antigamente, pelo menos outras seis famílias Colares/Collares no Rio Grande do Sul, os quais são:

 

* Os Collares de São Simão (Mostardas) são primos cruzados dos primeiros acima citados, pois descendem de Gertrudes, a irmã dos dois Collares que foram para Palmas.

 

* Os Collares Índios de Santo Antônio da Patrulha. A única notícia da existência dessa família é o registro de batizado de Catarina, filha de um índio chamado Luiz Collares e de sua mulher Maria Rodrigues, datado de 1791. Possivelmente essa família se extinguiu. A existência desse índio chamado Luiz Collares em 1791 é um dos mistérios de nossa família que talvez jamais será esclarecido.

 

* Os Collares açorianos do Estreito. São um ramo da numerosa família açoriana Pereira Machado. Os seis órfãos de José Pereira Machado, falecido no Capão do Meio (Estreito) em 1793, acrescentaram Collares ao sobrenome em meados do século XIX. Alguns deles deixaram descendência em Mostardas e possivelmente também em Pelotas, mas não sabemos se tiveram continuidade. Por que toda uma família açoriana resolveu se chamar Collares é outro mistério para o qual não temos nenhuma explicação.

 

* Os Oliveira Collares de Mostardas. Assim se assinaram os quatro filhos de Generosa Maria de Oliveira, nascida em Santo Antônio da Patrulha, filha de um Barcellos. O Primeiro deles, José de Oliveira Collares, que aliás se tornaria proprietário de muitas terras, nasceu em Mostardas em 1846. Existem hoje alguns membros dessa família radicados em Mostardas e em Pelotas. Por que os quatro filhos dessa mulher se assinaram Collares, também não sabemos.

 

* Os Collares negros do Estreito e de Mostardas. Surgiram na época da abolição da escravatura (1888), principalmente no Bojuru (Estreito) e no Passo João Costa (Mostardas). Hoje são bastante numerosos. Talvez tivessem adotado o sobrenome Collares por ter sido esse sobrenome dos seus antigos senhores.

 

* Os Collares açorianos de Santo Antônio da Patrulha. São todos descendentes de um Tenente da Guarda Nacional, chamado José Luiz Collares, que em 1865 partiu para a Guerra do Paraguay, deixando sete filhos e filhas menores. Esse Tenente era, por parte da mãe primo-irmão dos dois Collares que foram para as Palmas.

 

Existem várias outras famílias Collares/Colares, em todo o Brasil. Parece que a mais antiga de todas é a do Ceará, cujos mais antigos antepassados teriam chegado ao Brasil em 1715, vindos também da Vila Colares. Essa família parece ser, também, a mais numerosa de todas. Seus descendentes se acham atualmente dispersos por quase todo o Brasil, do Ceará ao Rio de Janeiro.

Conta a tradição que teriam vindo para o Brasil, não somente um, mas dois irmãos Collares. Um deles teria ficado em Mostardas e o outro teria ido "para o norte".

Tudo que posso dizer a respeito dessa velha lenda é que pelo menos até o momento, não encontramos nenhuma prova da existência desse suposto irmão do primeiro Collares, nem dos seus descendentes.

 

Aqui, bem próximo de nós, existe uma numerosa família Collares na cidade de Sombrio, próximo a Laguna, em Santa Catarina. Esses Collares têm ligação com alguma das famílias Collares de Mostardas, mas até agora não pudemos determinar ao certo com qual daquelas famílias seriam eles descendentes. Seriam descendentes do tal lendário outro irmão de José Luiz? Eles lá contam que vieram de Portugal três irmãos: Um foi para Laguna, outro para a cidade de Rio Grande e o terceiro para Porto Alegre.

Esse foi o relato histórico dos estudos de Jayme Collares Neto, residente na cidade de Porto Alegre/RS.

Como pudemos observar é muito difícil estabelecermos uma ligação a partir de comentários e lendas oriundas de nossos antepassados sem nos atermos a documentos.

I

V

Origem dos Collares de Santa Catarina

Nos relatam alguns de nossos familiares mais antigos que o nome do primeiro Colares de Sombrio foi "Genuíno". É simplesmente impossível agregar fatos históricos a um simples nome. Foi preciso buscar mais fatos, mais histórias, até chegar num denominador comum. De fato todos os Colares de Sombrio, são descendentes da mesma pessoa. Isso é prova irrefutável. Diz os comentários gerais da parentela que: "Irineu é irmão de Luiz, que é irmão de Antonino, que é irmão de José, que é irmão de Januária, que é irmã de Docelyria, que é irmã de Sérgia, que é irmã de Júlia que é irmã de Juvenil. Ou seja todos são filhos e filhas de alguém. Só que Luiz, o segundo da relação nos levou a luz, vejam o que diz o texto de um Livro de Registro de Batismo dos arquivos antigos da Diocese de Tubarão: "Aos nove dias do mês de junho de mil oitocentos e setenta e três, nesta freguesia de Araranguá, baptizei e ministrei os santos óleos a Luiz ...filho legítimo de Genuíno Ignácio Collares e de Gertrudes Maria da Cunha, avós paternos (prejudicado) e Maria D’Oliviera e avós maternos, Luiz Antônio da Cunha e Marculina Monteiro Guimarães". Desta forma fica evidente que se os nomes mencionados acima são todos irmãos, então todos são filhos de Genuíno Ignácio Collares e de Gertrudes Maria da Cunha o que testifica que todos os Colares/Collares do sul de Santa Catarina são descendentes de Genuíno. O que não conseguimos até o presente e levantar qualquer tipo de informação sobre quem era o pai de Genuíno Ignácio Collares. A mãe já sabemos se tratar de Maria D’Oliveira, mas o pai não foi possível decifrar com clareza o nome escrito no livro de registro o que ficou bastante prejudicado a continuidade no retorno histórico de seus antecedentes. Sabemos no entanto por informações de um de seus tataranetos, Luiz Irineu Colares, que seu avô, Irineu, lhe contava que Genuíno, viera de Mostardas para estas bandas (Sombrio) com 22 anos de idade.

Genoíno Ignácio Collares, nasceu no ano de 1848, e faleceu aos 70 anos, em 1918, natural do Estado do Rio Grande do Sul, filho de IGNÁCIO COLLARES e GENEROSA BARCELOS DE OLIVEIRA.

Já Valdomiro Ramos, neto de Genuíno, filho de Docelyria da Cunha Colares, nos narrou em seu depoimento, que Genuíno lutava ao lado dos farroupilhas contra as forças imperiais defendendo os ideais de Bento Gonçalves. Segundo ele foi durante esse período que em uma batalha no litoral riograndense, as forças imperiais de Dom Pedro II, venceram e fizeram alguns farrapos prisioneiros, entre estes estava Genuíno, que após algum tempo feito prisioneiro conseguiu escapar e se pôs em fuga para o norte, vindo a se estabelecer ao norte da lagoa do Sombrio, onde ali já estavam fixadas algumas famílias, dentre elas as de João José de Guimarães e Luiz Antônio da Cunha.

Estes fatos históricos narrados por Valdomiro Ramos (Tio Miro), não foi mencionado por nenhum outro seu descendente, haja vista que Tio Miro, como é conhecido por seus parentes, tinha 92 anos quando nos relatou essas informações. Não são conclusivas todas essas narrativas, absolutamente. Todas as informações ainda se encontram em fase de estudos, novos fatos precisam ser estudados e juntados para que possamos formar este quebra-cabeças, jamais montados na história da família. Todos os depoimentos tem sua importância histórica e merecem serem trazidos as novas gerações.

 

FILHOS DE GENUÍNO IGNÁCIO COLLARES E GERTRUDES MARIA DA CUNHA.

Luiz da Cunha Collares
Nascido em 11 de Junho de 1873.

Antonino da Cunha Collares
Nascido no ano de 1875

Irineu da Cunha Collares
Nascido no ano de 1877

José da Cunha Collares

Juvenil da Cunha Collares

Nascido no ano de 1889

Januária da Cunha Collares

Docelyria da Cunha Collares

Júlia da Cunha Collares

Sérgia da Cunha Collares

Esta forma a grande família deixada por Genuíno e Gertrudes, muito ainda precisamos pesquisar para montar a Árvore Genealógica da Família Collares, entretanto, já estamos bastante avançados e com o auxílio de todos os familiares conseguiremos concluir nosso trabalho.

 

Um trabalho de Edy Colares (Havia copiado deste link http://www.geocities.com/edycolares/

 que deixou de estar disponível)

 

 

 

 

À atenção de Solange Colares

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publicado às 23:30


110 comentários

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De Patricia Terra a 08.01.2009 às 15:44

Olá, apesar de naõ ter Colares no nome pertenço a esta familia por parte de pai e mãe, sou dos Colares de Mostardas-São Simão, tenho muita curiosidade para saber a origem da minha familia, minha vó falou desta "lenda" dos dois irmãos que vieram de Porutgal e um ficou aqui em Mostardas e o outro seguiu para Bagé. Abraços da prima Patricia Oliveira Terra.
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De Adriana a 03.08.2009 às 02:06

Achei muito interessante o relato,porém,faltou falar dos collares do nordeste. Pelo que conta a história,foram tres(3) portugueses,vindos do condade de Sintra e um desceu no nordeste,outro para o norte e outro para o sul.
Porém o relato não fala dos collares daqui,no Ceará.
E´ uma pena,afinal seria de grande valia para quem leva com o seu nome o sobrenome Collares.
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De Jayme Collares a 16.07.2010 às 18:45

Adriana, a mais antiga família Collares do Brasil é a do Ceará. Foram 2 ou 3 irmãos que vieram da Vila de Colares em Portugal e se fixaram primeiro no Aracati e depois em Icó, no ano de 1715. Essa é a origem de todos os Collares que existem hoje espalhados pelo Brasil, de São Paulo para o norte. De São Paulo para o Sul os Collares têm origem no Rio Grande do Sul. A mais antiga família Collares do Sul foi fundada por outro imigrante da Vila de Colares, chamado José Luís Colares, que chegou em Mostardas RS em 1783, casou-se em 1788 e teve 3 filhos, sendo 2 homens. Depois surgiram outras famílias Collares na mesma região (litoral do Rio Grande do Sul).
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De Ja a 05.07.2013 às 05:28

UMA CORREÇÃO IMPORTANTE. Os Collares do Ceará não chegaram da Vila de Colares (Portugal) em 1715, mas em 1765. Essa é data que consta na caderneta conservada por uma descendente deles de Minas Gerais (Belo Horizonte), e não 1715, como eu disse neste post que agora comento. Portanto, o irmão "que veio para o sul" pode ser Julião Collares, referido no livro "Genealogia Paulista" de Silva Leme.
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De TADEU COLARES a 26.01.2014 às 17:44

Caro Jayme , concordo com você , mas tenho algo a acrescentar.
Sou nascido em Fortaleza, meu pai, Jose Expedito Colares, fiho de Maria Augusta Colares e de Coriolano Colares, nascido em Maranguape ou Baturité onde ainda hoje tenho parentes por lá. Minha tia Cleide, quando eu era criança de uns dez anos nos contou que nossa familia tinha vindo de Belem do Pará. Eram dois irmãos que lá se estabeleceram volta de 1750 ou pouco mais, vindos de Portugal. Um deles teria ficado doente. ( possivelmente dos pulmões) Por isso emigrou para o Ceará por ter clima quente e seco e teria se estabelecido com a familia na Serra de Baturité ou Guaramiranga.
Perguntei por que COLARES com um ou dois eles? Ela era racista como veremos: " Bom, dise-me ela, "é porque apareceram uns "negrinhos" e para diferenciar os brancos daqueles "negrinhos" foi retirado um ele do sobrenome.
Estive em Sintra, Portugal. De lá fui conhecer o lugar cahmado COLARES, distrito de Sintra. Surpresa: prquena com mais ou menos cinco mil habitantes.
De fato por parte dos Colares do Ceará, pelo menos pela parte da familia de meu pai, eram claramente proconceituosos contra negros. Era tanto que minha mãe tem sobrenome Menezes e emus irmãso , somos sies , nenhum tem seu sobrenome. Perguntei a elqa por quê? Disse que meus avós paternos foram contra o casamento deles por ser ela moreno clara. Ainda é viva com 97 anos.
Pelo que sei, havia um costume português ao emigrarem para o Brasil de adotarem como sobrenome o nome da cidade de origem. Daí o sobrenome.
Em Belém tenho muitos parentes por lá os filhos de Manoel Vieira Colares, primo de meu pai que emigrou pra lá na decada de 50. Em Belem há varios lugares que levam o nome de COLARES: "Praia de Colares"; "Ilha de Colares" . Originados dos primeiros Colares chegados de Portugal.
Os Colares de Maranguape tiinham muita afinidade com a familia Paula, do Chico Anisio de quem meu pai era muito amigo. Por conta disto havia muitos casamentos entre eles.
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De Jayme Collares Neto a 01.03.2014 às 00:13

Oi Tadeu, muito bom e pertinente teu comentário. As informações que eu colhi dos Collares do Norte e Nordeste foram todas da tradição oral, por isso não tenho como confirmar nenhuma. Documentos eu só tenho dos Collares dos estados do sul (RS, SC e PR). Em 1994 peguei a lista telefônica de vários estados do norte e nordeste e liguei para vários Collares da lista. Foi assim que eu colhi todas as informações que transcrevi em diversos comentários a este post, sobre os Collares do Pará, do Ceará e de outros estados que não os do sul que já citei. Pelo que me contaram, os Collares que fundaram a cidade paraense de Colares, perto de Belém, teriam sido ex-escravos de um certo Capitão Collares, da cidade de Santarém, e esse capitão seria dos Collares do Ceará. Sobre os dois "ll" ou só um "l" o que me contaram é que serviu para distinguir entre os "Collares ricos" e os "Colares pobres", mas não necessariamente entre brancos e pretos. Aqui no Rio Grande do Sul não existe essa divisão: os Colares com um "l'" são os mesmos com dois "ll", a diferença é só questão de erro do cartório. O primeiro Colares aqui do sul (nascido na Vila de Colares, em Portugal, em 1751, veio para Mostardas-RS em 1783) assinava com um "l" só, foram os 2 filhos dele que começaram a assinar com dois "ll" (em 1844 ou alguns anos antes). Esses 2 irmãos, filhos do primeiro Collares do sul, se estabeleceram nas Palmas, interior do município de Bagé, RS, e alguns de seus descendentes foram para o Uruguai (Corrales de Paysandu, 1836) e para outras cidades do RS (Pelotas, Porto Alegre) e do Paraná (o Imer Collares Marques, que hoje é nome de praça em Curitiba). Bom, seja como for, quero lhe dizer que me coloco à sua disposição para lhe ajudar no que puder em sua pesquisa, pode me contatar pelo e-mail jayme.collares@terra.com.br. Forte abraço.
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De Rebeca a 24.07.2016 às 21:21

Olá Tadeu Colares! Faço parte da Família Colares que chegou em Icó CE. A questão do Colares com um o ou ll é só uma questão de grafia. O avô da minha avó era José Lourenço Colares que era coronel dono de escravos e que antes da lei áurea libertou 3 escravas ele veio na época de Portugal para o CE com mais 2 irmãos. O Colares de minha avó era somente com um L o que não tinha nada a ver com questão de cor.
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De Darliany Colares a 24.11.2013 às 00:36

Oi sou daqui do ceara e tenho muitaa vontade de saber mais dos decendentes da minha familia ! pertenço por parte de pai !
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De Nathalia Collares a 28.05.2013 às 20:36

Eu também faço parte da família Collares, meu primo meio longe é o governador Alceu Collares. Meu tatara tatara tatara avô é o José Luiz Collares e tenho mais alguns registros mostrando a trajetória da família até chagar no meu pai. Beijos
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De Jayme Collares Neto a 27.05.2014 às 05:02

Querida Nathália, se, como tu disseste, tens como mostrar que és descendente do José Luís, então somos primos distantes, e isso significa que o Alceu Collares, que eu não apenas conheço e admiro, como devo um favor, não é nosso parente, nem mesmo distante (a não ser que tu saibas alguma coisa que eu não sei). Abraço do primo jayme.collares@terra.com.br.
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De Oldair Antonio Colares a 20.11.2009 às 00:52

Gostei do conteúdo, sou dos Colares negros da região de Capão do Meio (São José do Norte), minha avó que tem 92 anos me disse que sua mãe era neta de um Senhor Espanhol, mas não vi neste blog nenhuma menção aos Espanhóis, não teria também vindo uma família Colares da Espanha?
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De Juliane Oliveira Colares a 28.12.2009 às 22:54

mt interessante o conteúdo
meu pai eh do ceará e nós viemos morar no Pará, e acredite, ainda tem mt da nossa história pra se desvendar
no ceará tem mt Colares e Collares e aq no Pará tem uma cidade chamada Colares e o nome dela eh por causa de uma familia mt influente d la.
espero q esse meu coment ajude um pouquinho.
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De Jayme Collares Neto a 16.07.2010 às 19:33

Olá Juliane, olha, em 1994 eu telefonei para várias pessoas de sobrenome Collares do Ceará, Pará e outros estados, e me disseram que essa cidade de Colares foi fundada por ex-escravos de um tal Capitão Collares, de Santarém, PA.
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De João Batista Colares a 19.02.2010 às 23:13

Olá. Sou irmão de Edy Colares, de Sombrio. Sou neto de Vitorino D'Oliveira Colares que por sua vez é filho de Antonino da Cunha Collares que é filho de Jenuino Ignácio Collares. Abraço a todos.
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De Rolando Christian Coelho a 21.02.2010 às 02:12

Olá. Há anos monto a árvore genealógica de Sombrio/SC. É impossível Genoino Inácio Collares ter qualquer envolvimento com a Revolução Farroupilha (1835-1845), já que quando ela terminou ele nem era nascido ainda (1848).
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De Jayme Collares Neto a 27.05.2014 às 05:11

Caro Rolando, entra em contato comigo (jayme.collares@terra.com.br) que tenho a informação completa sobre teus antepassados, desde quando vieram dos Açores para o Rio Grande do Sul (Mostardas) em 1752.
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De Thalles D. Souza Colares a 28.02.2010 às 00:44

Achei super legal a historia, quero saber como arranjo esta imagem do asuleijo com o brasao maior. ok? se vcs tiverem postem aki o endereço do site, ou me mandem ok? obrigado.

thalles_hellraiser@hotmail.com
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De rosali colares a 02.03.2010 às 19:28

é isto mesmo! minha bisavó, Conceição, ha muito tempo já falava, muito antes de internet, que a nossa familia era de mostardas!
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De Jayme Collares Neto a 27.05.2014 às 05:15

Ô Rosali, me diz de onde tu és, quem são teus pais, que possivelmente somos primos distantes! jayme.collares@terra.com.br
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De kika colares a 05.04.2010 às 20:55

hj resolvi pesquisar sobre a origem de meu sobrenome, fiquei surpresa de saber tanta coisa bonita sobre os colares. Moro no RS, na cidade de Bagé,minha mãe,é da família colares ela morava na região de Palmas, que fica entre Lavras do sul e Caçapava, e sempre ouvi dizer q a família Colares é uma só.tbm achei muito legal em saber q nossa família tem brasão. parabéns pelo trabalho.
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De jayme collares neto a 10.01.2013 às 01:46

Kika, vai aí no Museu Dom Diogo de Souza e pede para ver a árvore genealógica dos Collares feita pelo genealogista Carlos Grandmasson Rheingantz, ali vais encontrar tudo. Grande abraço do teu primo
Jayme
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De Gustavo Colares a 12.06.2010 às 23:10

Olá,

Chamo-me Gustavo Colares. Nasci em Fortaleza/CE. Sou neto de José Sindeaux Colares. Meu avô sempre me dizia que a família Colares era uma só. Oriunda de uma vila em Portugal, conhecida como "Quinta dos Colares". Os fundadores desta vila, segundo o relato de meu avô, eram resultado de miscigenações entre franceses e libaneses (mouros).

Abraços fraternos aos meus parentes, ainda que distantes!

PS - Engraçado! Por muito pouco não residi em Bagé/RS
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De Gustavo Collares a 10.10.2012 às 21:03

Sou Gustavo Collares de Fortaleza/CE. Hoje com 33 anos. Desde criança escuto uma história de 3 irmãos Collares vindos de Portugal. Dois teriam ficado no Ceará e um ido para o RS. E que a família originalmente teria vindo da Espanha, passado por Portugal e, finalmente Brasil.
Falavam também do famoso vinho Collares
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De jayme collares neto a 10.01.2013 às 03:56

Oi Gustavo, essa informação que você fornece eu já comentei em resposta a outro post, dá uma olhada, se tiver mais dúvidas pode me mandar mensagem pelo e-mail jayme.collares@terra.com.br, mas o que sei dos Collares do Ceará basicamente é isso que já postei, grande abraço.
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De TADEU COLARES a 26.01.2014 às 18:34

Gustavo, sou Tadeu Colares, tenho qurenta anos a mais do que você. Nascido em Fortaleza e desde criança minha tia nos contava que eramos descendentes de dois irmãos que que teriam vindo de um lugar chamado Colares da região de Sintra e se estabelecido em Belem do Pará. Não sabia que teriam sido três. E que um dels emigrou para o ceará por motivo de saúde. Mas outra versão de que um outro grupo de Colares que teria ido para o RGS; Tenho parentes em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro. Meu pai era primo de Idelfonso Colares que morava na Av. Duque de Caxias aí em fortaleza.
Meu primo Manoel Jorge de Oliveira Colares que foi para Belem na decada de 50 esteve numa convenção de lojistas pois era presidente da entidade em Belem e que esteve com Alceu Colares, então `Prefeito de Porto Alegra salvo engano e chegaram a conclusão que eram de ramo diferente da familia, mas creuio que todos são originais da região de Sintra de uma Vila chamada Colares de pouco mais de cinco mil habitantes, onde estive lá uma vez.
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De aureliana colares a 01.11.2016 às 18:22

oi meu nome é Aureliana colares moro em aratuba CE tenho um tio que faleceu com esse nome Idelfonso Colares ai em fortaleza.Bom tenho muito interesse em saber do meu sobrenome colares e sei que o primeiro a chegar aqui em Aratuba fui Julião Colares.Se alguém tiver mais informações sobre os Colares do ceara me fale.
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De JOSE TADEU COLARES a 02.11.2016 às 16:00

Cara Aureliana: Primeiro, como soube deste meu email!? Há uma coincidência incrível! Ildelfonso Colares que morava em Fortaleza, dono de uma fábrica de mosaicos e cujas filhas eram amigas de minha esposa quando estudantes. Ele era primo de meu pai,Jose Expedito Colares, natural de Maranguape onde muitos Colares moravam e havia casamentos com os Paula de lá. Você diz ter muito interesse em saber do sobrenome Colares.Há um outro Colares que era jornalista e tinha um irmão Salesiano aqui no Recife e primos de meu pai. Sobre este Julião Colares, nada sei. Todavia pesquisei e tenho muitas informações. Como faço pra transferir esses dados coletados para você? Há vários ramos com este sobrenome. Há um ramo de origem francesa mas pouco sei. Estive em Sintra, Portugal e a 06 km fica a Cidade de Colares (sic) com uns 5 mil habitantes. Daí vieram alguns Colares que explica o sobrenome: havia um costume português de adotar como sobrenome o da cidade de origem. Há os Colares de BH que eram tios de meu pai; bem como no Rio.Os de Porto Alegre, Alceu Colares, sei que não são parentes, pois meu primo Manoel Jorge Vieira Colares, esteve com ele e assim descobriu não ter nenhum parentesco. Este Manoel Jorge migrou pra Belem quando eu ainda era garoto e teve vários filhos. Era comerciante lojista e faleceu no ano passado. Há muitos Colares em Belém do Pará que foi a cidade onde chegaram os primeiros Colares (eram dois irmãos) e um foi pro Ceará. Possivelmente esses pioneiros teriam chegado por volta de 1789 ou 1879.
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De JOSE TADEU COLARES a 03.11.2016 às 13:44

Aos Colares que adentrarem neste blog.
Vejo que estamos girando sobre quase as mesmas versões com pequenas variações a respeito da origem da Família Colares ou Collares. Assim sendo, creio que só através de uma pesquisa mais acurada através de consultas em cartórios de registro civil e diretamente aos familiares com este sobrenome, será possível se ir mais a fundo; e cruzando as diversas árvores genealógicas se chegará a conclusões mais abalizadas e portanto com bases científicas. Assim sugiro aos diversos interessados fazermos uma pesquisa individual e repassando para o SAPO e assim poderemos agregar dados mais coerentes e confiáveis. Seria assim: verificar os nomes de Colares em sua cidade, consultá-los sobre seus parentes ascendentes e irmos formando uma árvore dos antepassados.
Eu não sou especialista neste tipo de pesquisa mas alguém pode dar outras sugestões melhores. Consultar cartórios é penoso pois implica autorização, paciência do pesquisador e uma metodologia das anotações do que for encontrado.
Quando estive na cidade de Colares (sic), próximo de Sintra, Portugal, não encontrei ninguém com sobrenome Colares ou Collares. Aí já começa uma dificuldade intrigante pois haveria de ter alguma família com este sobrenome neste lugar que me surpreendeu pelo número de habitantes. As consultas feitas rodaram em torno de cinco mil habitantes talvez mais.
O que há de comum em todas as versões é a presença de dois ou três Colares vindos para o Brasil. E este ponto é muito obscuro pois ninguém conseguiu identificar o nome completo desses dois ou três que devem ter vindo com famílias já formadas.
Outra questão é a diversidade de Colares pelo Brasil afora e a dificuldade de associá-los a um grupo comum e à sua origem. Outra questão é que nós brasileiros não temos uma tradição arraigada de se registrar os nomes de nossos ascendentes de bisavós para trás.
Uma outra sugestão: consultar pessoas de famílias que conseguiram organizar a sua árvore genealógica como o fizeram.
Aguardo melhores sugestões.
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De jayme collares a 25.11.2016 às 01:43

Olá amigo José Tadeu,
Achei excelente tuas análises, a questão é essa mesma que tu colocastes.
Sobre o Julião Collares, tenho a satisfação de te informar que o clássico livro de Silva Leme, "Genealogia Paulista", cita um Julião Rodrigues Collares no ano de 1765 (se não me falha a memória), quando uma filha dele se casou em São Paulo.
O fato é que muitas pessoas que vieram da Vila de Colares em Portugal para o Brasil adotaram por sobrenome Colares ou Collares.
Como a Vila de Colares em Portugal sempre foi muito pequena, é possível que todos nós, Colares ou Collares brasileiros, sejamos parentes.
Todavia, também é fato de que existem, no Brasil, famílias Colares ou Collares que adotaram esse sobrenome por influência de outros Colares ou Collares mais antigos, que vieram da Vila de Colares, em Portugal.
A família do Alceu de Deus Collares é um exemplo. Essa família "pegou" o sobrenome Collares de uma família Collares que tem origem em Portugal.
Tu tens toda razão, portanto, em pedir que cada um tente montar sua própria árvore genealógica, e, assim, remontar às suas verdadeiras origens.
Ao que eu saiba, a única família Collares do Brasil que conseguiu fazer isso foi a minha, cuja história eu conto no site www.familiacollares.com.
Nesse site, aliás, eu divulgo minhas pesquisas sobre outras famílias Collares surgidas no Rio Grande do Sul, e dou algumas notícias sobre os Collares do Nordeste.
Bem, acho que isso é tudo o que eu teria para tentar colaborar com teu projeto.
Um forte abraço deste teu amigo e talvez parente,
Jayme
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De Tadeu Colares a 30.11.2016 às 15:04

Caro Jayme Collares, a medida que se vai trocando informações, os diversos "troncos da árvore" vão se definindo. Pelos Colares; não incluo aqui os meus parentes, percebo inúmeras "origens" que não se ligam.Por exemplo, meu primo Manoel Jorge Vieira Colares, há pouco falecido em Belém; foi pra lá na década de 50 ainda bem jovem após uma conversa com meu pai que o incentivou a "tentar a vida" no Norte e se transformou num próspero comerciante.
Ele como Lojista esteve com Alceu Colares, então Prefeito de Porto Alegre e chegaram a conclusão que não tinham nenhum parentesco. Como professor num Colégio Marista do Recife tive dois alunos com este sobrenome e conversando com seus pais, concluímos não sermos parentes. Creio que voltamos àquela tradição lusitana dos imigrantes adotarem como sobrenome a cidade de origem. Todavia, sabe-se que de modo aleatório, era comum pessoas se "apropriarem" de algum sobrenome para ter alguma referência que lhe desse algum status... Pra minha surpresa quando estive na Vila de Colares, próximo a Cintra percebi que sua população não passava de uns cinco a seis mil habitantes, segundo os estudantes com os quais tive contato. Então imaginei quanto seriam os habitantes da Vila, nos idos do século XVIII (?) que justificasse a vinda de tantos "patrícios pras bandas" de cá. Esta referência me veio agora ao lembrar-me do livro "1434: O ano em que uma magnífica frota chinesa velejou para a Itália e deu início ao Renascimento" (sic) do historiador inglês Gavin Menzies, quando fala da origem dos inúmeros "aventureiros" espanhóis que se tornaram "heróis" no Novo Mundo, como Pizarro, Francisco Orellana, Balboa, Quesada e De Soto, eram oriundos duma região de Espanha, afamada como símbolo de atraso, denominada Estremadura; um lugar sem futuro pra ninguém que de tão má fama até Cervantes escolheu seu herói burlesco daquela terra. Mas a Vila de Colares, embora pequena era um lugar aprazível e "hermoso" e bom pra se viver. Então por que tantos se aventuraram no Novo Mundo? Fica esta pergunta no ar.


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De jayme collares a 05.12.2016 às 08:09

Prezado Tadeu,
Em 1763 os espanhóis de Buenos Ayres (hoje capital da Argentina) invadiram o hoje Estado do Rio Grande do Sul e ocuparam a cidade de Rio Grande. Portugal, que na época tinha que cuidar de numerosas colônias no mundo todo, não tinha população suficiente para formar e enviar um exército para expulsar os invasores. A solução encontrada pelo Marquês de Pombal, então uma espécie de primeiro-ministro do rei de Portugal, foi recrutar jovens portugueses de 16 anos, que eram literalmente arrancados à força dos seus lares. Esse recrutamento brutal ocorreu em 1767. Nesse ano, meu pentavô português, José Luís, tinha 16 anos, e morava na Vila de Colares, que fica próxima a Lisboa. Não tenho nenhuma prova de que ele veio ao Brasil num daqueles 4 batalhões recrutados à força pelo Marquês de Pombal e enviados ao Brasil em 1767, mas acho que, mesmo que a história não tenha sido exatamente essa, ela serve para dar uma ideia de como a pequena Vila de Colares, pôde, sim, ter sido a origem das tantas famílias Colares que apareceram no Brasil.
Outro motivo para essa "emigração à força" era o fato da criminalização de comportamentos banais como "beijar em público". Um homem beijar sua mulher em público era crime punível com degredo para alguma colônia na África, na Ásia ou no Brasil. Não duvido, portanto, que alguns dos primitivos habitantes de Colares tenham sido forçados a emigrar para o Brasil, como "degredados".
Havia também o caso dos judeus, quer dizer, dos "cristãos-novos", como se chamavam em Portugal os judeus que haviam sido convertidos (praticamente à força) para o catolicismo, mas que continavam a ser discriminados. Houve muita gente portuguesa que veio para o Brasil para fugir da perseguição contra os "cristãos-novos".
Por exemplo: em 1685, um cristão-novo, oriundo da Vila de Colares, embarcou de Portugal para a Colônia do Sacramento, povoação portuguesa fundada em 1680 no sul do hoje Uruguay. Seu navio foi aprisionado pelos espanhóis e ele foi levado a Buenos Ayres, onde deu origem a uma família Colares, que foi provavelmente a mais antiga família Colares de todo o continente americano. Seu sobrenome Colares desapareceu há mais de cem anos, mas seus descendentes se multiplicaram.
Enfim, o que quero dizer é que não acho nada surpreendente que de uma pequena vila portuguesa, como a Vila de Colares, tenham partido tantos emigrantes para o Brasil. Uns à força, outros por vontade própria. E em alguns casos - acho que não mais de três ou quatro - esses emigrantes adotaram Colares como sobrenome. E depois surgiram outras famílias Colares, mas já aqui no Brasil, por influência dos primeiros.
E isso explica também o fato de que, na própria Vila de Colares, não existe nenhuma família Colares. Os poucos Colares que existem em Portugal são descendentes de pessoas que saíram da Vila de Colares e foram morar em Lisboa, ou na linha de Cascais e outros pontos próximos. Como nós todos, eles adotaram o sobrenome Colares em homenagem à Vila de Colares, por terem saído de lá.
Por isso que acho equivocado dois Colares acharem que são parentes só porque têm o mesmo sobrenome. Até pode ser, mas isso precisa de provas, pois o sobrenome Colares é sempre adotado, não existe isso que tu chamas um "tronco" de uma "árvore" comum. Existem várias famílias Colares (ou Collares, não importa) no mundo todo. E, ao que eu saiba, só uma delas - os Collares de Bagé - montou toda a sua árvore genealógica.
Isso obviamente não quer dizer que os Collares de Bagé sejam mais importantes, nada disso. O que quero dizer é que só os Collares de Bagé conhecem sua origem, que é um certo José Luís, que nasceu na Vila de Colares em 1751 e que veio para o Brasil em 1783, quando adotou o sobrenome Colares, passando a chamar-se José Luís Colares.
O que as demais famílias Colares têm que fazer é montar sua árvore genealógica e, assim, identificar a sua origem, e o seu verdadeiro parentesco com outras famílias Colares.
Abraço forte,
Jayme
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De Tadeu Colares a 05.12.2016 às 16:31

Caro Jayme. A informação que tenho repassada por uma tia é que dois colares vindos de Portugal coincide as datas com estes de Bagé. É curiosa esta datas tão próximas. A dificuldade é que não se conseguiu confirmar documentalmente esta minha informação repassada por esta tia idosa nos idos da década de 1950. Esta sua informação com o envio de jovens à força por Pombal é nova para mim e explica, pois, em parte, esta revoada toda de oriundos da Vila de Colares. Eu havia ficado intrigado, pois a Vila de Colares é um lugar muito aprazível e florescente o que me parecia não explicar a saída de tantos para o Novo Mundo, como ao contrário, aconteceu com vários conquistadores espanhóis oriundos da Estremadura, região pobre, árida e acossada constantemente por invasores islâmicos na época. Daí minha comparação que era incongruente com a situação da Vila.
Abraço e aproveito para lhe enviar os votos de um Feliz Natal e um Ano Novo menos cheio de agruras para nosso país neste ano.
Tadeu Colares
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De Rebe a 24.07.2016 às 21:33

Oi Gustavo! Acho que somos primos. Minha avó era Maria Mirtes Colares Sindeaux e depois que casou retirou o Infeliz e colocou o Melo.
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De Jayme Collares Neto a 16.07.2010 às 19:29

Olá pessoal, sou o sujeito que fez a pesquisa citada no post. Desculpem se decepciono alguns de vocês, mas a verdade é que nunca houve uma família Collares com brasão de família, e, se alguma vez houve, desapareceu há mais de 300 anos. Mesmo em Portugal, a única família Colares que apareceu lá é de 1740, e apareceu porque eram da Vila de Colares e passaram a assinar Colares como sobrenome, isto é, não eram uma família antiga, tradicional. Nós, no Brasil, também somos Collares porque um antepassado nosso veio da Vila de Colares e resolveu adotar o nome da vila. Os Collares do Ceará são os mais antigos e os mais numerosos Collares do Brasil (e também do Mundo!), chegaram em 1715, no Aracati, e mais tarde se radicaram em Icó. Esses são a origem de todas as famílias Collares de todos os Estados do Brasil, de São Paulo para o norte. De São Paulo para o sul (inclusive os de Curitiba), todos os Collares são gaúchos, isto é, têm origem no Rio Grande do Sul. Sua origem é a seguinte. Em 1783, apareceu em Mostardas, RS, vindo da Vila de Colares, José Luís, que adotou por sobrenome Collares (que na época se escrevia com dois LL). José Luís é antepassado dos Collares de Bagé RS e de uma das duas famílias Collares que existem hoje em Mostardas. Depois, em 1816, Joaquim Ignácio, da família Machado Pereira, do Estreito (RS), passou a se assinar Joaquim Ignácio Collares, talvez porque ele tinha negócios com os irmãos Collares, filhos daquele José Luís. Em 1840 Joaquim Ignácio Collares se mudou para Mostardas e teve, de Generosa Maria de Oliveira, pelo menos 5 filhos, sendo 3 homens. O mais velho, José de Oliveira Collares, nascido em 1846, tornou-se proprietário de muitas terra, e é o antepassado da maioria dos Collares de Mostardas. Depois nasceram Genuíno e Gervásio, que foram embora de Mostardas. Genuíno foi para Sombrio SC e Gervásio para Tapes RS. Mais tarde, na época da abolição da escravatura (1888), mas principalmente logo após a proclamação da República (1889), surgiram famílias de Collares negros, sendo os mais antigos deles os do Bojuru e do Estreito, no litoral do RS. Desculpem essa enxurrada toda de informação mas é que o espaço é pouco e o tempo curto, e além disso seria muito chato ficar citando as fontes que pesquisei (inventários, registros de batismos, casamentos e óbitos, alguns livros, entrevistas com pessoas mais velhas etc etc etc). Quem quiser ajuda para pesquisar sobre seus antepassados Collares pode me contatar que terei prazer em ajudar no que estiver ao meu alcance. Um forte abraço deste parente distante...
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De Jayme Collares Neto a 26.07.2010 às 20:14

Esqueci de informar meu e-mail: jayme.collares@terra.com.br. Aproveito para fazer uma correção: o irmão de Genuíno que foi para Tapes RS não era o Gervásio, era Generino. Gervásio ficou em Mostardas. Aproveito também para dar a notícia de que um outro pesquisador está prestes a provar que os Collares de Santo Antônio da Patrulha hoje se assinam Collar (esse pesquisador é um desses Collar). Sempre que tiver outras notícias voltarei a informar nesta página. Um abraço fraternal a todos.
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De Marcy Cremona Vasvary a 26.10.2016 às 22:35

Jayme,
Na sua genealogia Colares, do Rio Grande do Sul, chamado ALCEU DE DEUS COLARES?
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De jayme collares a 27.10.2016 às 02:48

Oi Marcy,
o conhecido político do Rio Grande do Sul, Alceu de Deus Collares, de quem aliás sou um de seus inúmeros admiradores, e tive a honra de conhecer pessoalmente, não consta da árvore genealógica dos Collares de Bagé. Apesar de ser natural de Bagé, ele pertence a uma das outras família Collares ali aparecidas em tempos relativamente mais recentes, e que eu refiro no meu site familiacollares.com, na aba "O Primeiro Collares".
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De Marcy Cremona Vasvary a 27.10.2016 às 11:41

Obrigada pela resposta,
Meus pais eram de Bage, foram vizinhos de Alceu Colares na mocidade.
Estou procurando CREMONA e encontrei seu blog :)

Abs
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De Margarida a 28.07.2010 às 02:19

Nossa Senhora! Que família grande, sô! Eu sou descendente da família do Ceará, mais precisamente de Coité. Meu bisavô era Francisco de Paula Colares. Meu vô Francisco veio para o Norte, na época da borracha e nunca mais voltou. Aqui, no Amapá casou-se com Joana Ferreira do Rio Grande do Norte e tiveram 6 filhos, hoje somente dois ainda vivos. A família é linda e muito numerosa. Quer saber mais? meu email é magcolares3012@yahoo.com.br. Ah, nossa família tem brasão, sim, pelo menos a nossa. Meu tataravô trouxe de Portugal. Eu o tenho. Um abraço
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De Jayme Collares Neto a 14.08.2010 às 03:47

Oi Margarida, um abraço! Talvez sejamos parentes, pois todos nós descendemos de imigrantes da antiga Vila de Colares, que sempre foi uma vila pequena, onde todo mundo era meio parente, de modo que todos os nossos primeiros antepassados portugueses, que nasceram das famílias Ramos, Luís, Nunes e outras antigas famílias de Colares, e aqui no Brasil adotaram o sobenome Colares/Collares, possivelmente eram todos parentes, e por isso é que existe essa antiga lenda (que talvez seja verdade) que diz que "TODOS OS COLLARES SÃO PARENTES".
Existem muitas curiosidades sobre os Collares. Vocês, aí do Ceará, contam que um dos três irmãos que vieram da Vila de Colares foi para "o sul". Nós, aqui do Rio Grande do Sul, temos uma lenda de que nosso antepassado tinha um irmão que foi para "o norte".
No velho livro de genealogia do Silva Leme, consta uma tal Julião Collares, que casou-se em São Paulo em 1765. Mas esse Julião não poderia ser irmão dos Collares que vieram para o Ceará, pois estes vieram muito antes (1715), nem irmão do nosso José Luís Collares, pois este veio para o Rio Grande do Sul muito depois (em 1783).
Como explicar essas lendas, que nossos antepassados sempre contaram? E como explicar essa outra coisa que eles sempre diziam, que TODOS OS COLLARES SÃO PARENTES?
Mistério...
Enorme abraço para você!
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De jose a 09.09.2014 às 22:21

Amei, saber que minha família é tão importante, sou natural de Capelinha de Minas, filho caçula de Dimas Pereira do Nascimento e Adelaide Colares. Filhos: José de Arimateia Colares, Jose Nicodemos Colares, Rizoleta Colares, Dirce Pereira Colares, Jose Itamar Colares, Geralda Colares e Jose Colares, pois vim para Belo Horizonte mais ou menos em 1948 com (5), cinco anos e só conheço meus irmãos e alguns primos. Uma pequena sugestão, porque não fazer um convite especial para cada membro dessa tão ilustre família que pensava ser dessedentes de italianos, por causa do preconceito de meu avô. Seria muito interessante conhecer mais parentes, marcando um encontro em um local apropriado e assim poderemos nos aproximar mais. Segundo os comentários de minha mãe, meu avô, era senhor de escravos e muito preconceituoso, até os talheres que eram lavados pelas escravas, minha avó tinha que refazer a higienização dos mesmo.
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De Eusébio Colares a 08.09.2016 às 00:04

sou filho de Wilson Colares filho de clóvis gabriel da cunha, parentes josé colares da cunha .arceu colares nascidos em minas gerais, tios wilian colares, juca colares, maria colares, hélio colares

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