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Só quem entra depois da meia-noite num carro em Sintra sabe o que é o verdadeiro efeito frigorífico.
É estar mais frio dentro do carro no que na rua..
A todos os colarejos, um excelente 2012.
O Sr. Jaime Corvo, fez uma correção no post do Antenor Patiño, que muito agradeço.
O magnata organizou e tratou de concentrar a alta sociedade, mas o espaço não era sua posse.
Nos Bombeiros Voluntários de Almoçageme
Campanha de Dadores "Medula Óssea"
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Inscrevam-se para esta campanha enviando um email para bombeiros.almocageme@gmail.com com os seguintes dados:
Nome completo
Idade (entre os 18 e os 45 anos)
Peso >50Kg
Concelho
Distrito
Telemóvel
Depois da vossa inscrição, aguardem por notícias!
A foto acima, pertence a Marco Almeida e foi publicada no seu perfil do Facebook.
Gerou-se nos comentários da foto uma discussão interessante acerca do parque de campismo da Praia Grande.
A questão aqui não está em fazer política, pouco limpa, e dizer que no tempo de Estrela é que era, que agora não se faz nada, etc. etc. etc.
Pessoalmente, revejo-me totalmente na postura política de Marco Almeida. Não podia estar mais de acordo com as prioridades que assume. O facto de Colares não ser prioridade não me interessa. Não me interessa ter um sítio paradisíaco aqui, com pessoas com fome e a dormir na rua ali ao lado.
Voltando ao assunto, e apesar dos extremismos que algumas opiniões mostram, a verdade é que há um sentimento que nada se faz em Colares por causa de lobbys bacocos.
Além disso não nos podemos esquecer que o Parque tem um dono. Não é um espaço municipal. Não depende da Câmara nem da Junta, o proprietário tem uma palavra a dizer.
Veja-se o seguinte comentário:
"Maior problema, como sabe meu caro Marco Almeida é o Parque Natural Sintra Cascais que irá bloquear qual tipo de desenvolvimento, em nome do radicalismo ambiental com que nos tem pautado ao longo da Sua existência. É justo que se proteja a Natureza e fica bem a qualquer politico, o pior é a desertificação e saúde financeira do nosso concelho.... mas a politica para os políticos... mas deixo-lhe apenas o exemplo do acesso da Praia das Maças para o Alto da Vigia, em direcção á Praia Pequena, pergunte ao Sr. Rui Santos, porque não foi arranjado esse acesso, perigoso, para todos... Não vale a pena... Eu digo-lhe, falta de autorização do PNSC... É preferível que alguém cai ali? São estas formas de estar que não podemos entender... Cptos."
E veja-se um posterior:
"Estou estupefacto com o que acabo de lêr. Desertificação do concelho? Não será verdade, que este é dos mais populosos do País. Radicalismo ambiental? Não será verdade, que foi neste, onde mais se construiu nas ultimas décadas. Quando em todo o Mundo se defende, cada vez mais o ambiente e a natureza, alguem incompreensivelmente continua na era do betão. Não será por isso, que temos talvez o maior parque de estacionamento do País ( IC 19 ). Um acesso da Praia das Maçãs, passando pela Vigia e acabando na Praia Pequena, para quê? A quem serve? Qual é a importância vital para a região? E saúde financeira para quem? Para....quem? Mais cimento, não obrigado. O prémio Quality Coast atribuido a Sintra, foi pelo mais betão? Será que o galardão atribuido a Sintra pela UNESCO, considerando-a como património cultural, foi pelo mais betão? O turismo da natureza está em grande expansão, em todo o Mundo. Aproveitemo-lo, porque o nosso concelho tem um enorme potencial. Promova-se a educação ambiental, a bem da região e do País."
O que é que se nota aqui?
O primeiro comentário é de um natural da Freguesia de Colares, o segundo é de alguém que não é de Colares. Esse acesso sempre existiu, pelo menos lembro-me de em miúdo ir da Praia das Maçãs à Praia Pequena.
É muito bonito, querer ter um espaço verde, natural, quando se tem o conforto citadino. Uma pergunta: Quem é que paga isto?
Resposta: OS TURISTAS.
E para ter turistas é preciso ter condições! E para ter condições é preciso fazer coisas.
Queremos coisas bem feitas: Sem os extremismos verdes, sem favorecimentos a amigos empreiteiros.
EQUILÍBRIO.
EMPREGO.
Deixem-nos em paz. Querem um espaço selvagem só para vocês, cheio de canas e cobras, comprem-no.
Que venha o parque. E uma unidade hoteleira que não seja um mamarracho. E mais um restaurante. E mais uma loja de vinhos de Colares. E um miradouro bonito.
Antenor Patiño, magnata do Cobre da Bolívia, não tinha só a Quinta Patiño (explendido sítio). Também viveu em Colares, na Quinta do Vinagre.
A história de Patiño cruza-se com as dos Bourbon de Espanha e com Salazar, foi Patiño que organizou a mais megalomana festa de sempre, a pedido de Salazar que queria mostrar como era próspero o sistema político da Bolívia.
Há 40 anos, manifestações estudantis ocorriam no México, na Polónia, na Jugoslávia, na Alemanha. Maio, em França, tinha feito com que os sonhos se soltassem debaixo das pedras da calçada. A Primavera de Praga iria ser esmagada pelos tanques do Pacto de Varsóvia, comandados por Moscovo e com o apoio expresso do Partido Comunista Português, Robert Kennedy e Martin Luther King eram assassinados. O mundo estava em brasa.
Em Portugal, o ano de 1968 começava também com manifestações estudantis, em Lisboa e no Porto, contra a presença norte-americana no Vietname e contra a guerra colonial que Lisboa mantinha em Angola, Guiné-Bissau e Moçambique.
Mário Soares era preso e deportado para São Tomé e Príncipe, Salazar comemorava em Abril 40 anos no poder, mas em Agosto caía da cadeira e, com o seu estado de saúde a agravar-se, é substituído em Setembro à frente do Governo por Marcello Caetano.
Nesse ano, dá-se num país parado, isolado, pacóvio e pobre um evento de que ainda hoje se fala: Antenor Patiño, magnata do estanho, organizou uma festa na sua quinta em Colares, para a qual convidou “a fina flor da alta sociedade internacional”. Portugal ficou de boca aberta perante tanta gente rica e bonita.
Na fugaz Primavera Marcelista, Mário Soares é autorizado a regressar, mas o ano termina com vigílias de católicos contra a política africana do Governo e com o encerramento do Instituto Superior Técnico, em Lisboa, por o regime o considerar como local de subversão. A Academia de Lisboa decretava o luto académico.
Aqui.
Também Pedro Macieira já tinha falado nesta festa.
Recordações do Sr.António Caruna.
Citação encontrada no blog Ser Bombeiro.
Segundo consta de uma Acta de 1930, evocativa dos 50 anos dos BOMBEIROS Voluntários da Ajuda. " O Corpo Activo estava dividido em 3 Secções, sendo a primeira constituída pela 1ª Esquadra, Palácio da Ajuda e tendo como Chefe João Luís Duarte. A 2ª Secção tinha a seu
cargo as Esquadras da Casa Pia e do Palácio das Necessidades e era seu Chefe Eugénio Ladislau de Oliveira e finalmente a 3ª Secção e 4ª esquadra tinha a sua sede no Hospital de São José e era dirigida por Artur Mena.
Em Março de 1890 foi inaugurada a 5ª Esquadra, que teve a sua sede em Colares e foi constituída pelo material e pessoal da antiga Associação dos Bombeiros daquela localidade. Foi Chefe desta Esquadra Eduardo Rodrigues da Costa industrial muito considerado naquela Vila e instrutor o 1º patrão dos Bombeiros Municipais de Lisboa, Fernando Augusto de Oliveira" O livro de Actas da Associação dos Bombeiros Voluntários de Colares mais antigo existente é já um segundo livro, respeitante ao ano de 1901 e seguintes, ao qual foi colada uma folha com a anotação de estar ausente o Secretário e não do anterior livro de Actas contendo a deliberação da Assembleia Geral Extraordinária de 12 de Julho de
1891 respeitante á criação de uma Banda de Música.
O primeiro Secretário de que temos noticia foi Francisco Canuto Rocha Júnior, conforme Acta de 5 de Julho de 1891, a felizmente tivemos acesso por estar arquivada no Governo Civil de Lisboa. Não nos movem ideias saudosistas, mas entendemos que a memória de um passado
construído com tanto amor e abnegação, na total disponibilidade para a prática do bem, terá de construir um compromisso para os presentes. Terá de faze-los sentirem-se como que depositários efémeros de uma inestimável herança moral que terão de transmitir aos vindouros ainda mais enriquecida.
Aos que nos antecederam, desde os mais destacados dirigentes aos mais humildes colaboradores, administrativos ou operacionais, aqui fica o preito da nossa sincera e agradecida Homenagem.
Uma colectividade Humana é como uma árvore: mergulhando raízes no húmus do passado, oferece os frutos do presente nos quais se contêm as sementes da nova vida a projectar-se no futuro Que a sombra dessa árvore frondosa cujos 100 anos, longe de envelhecerem, lhe dão a
pujança da juventude, nos reforce a generosidade para sermos dignos continuadores dos homens bons que em 1890 fundaram a Associação dos Bombeiros Voluntários de Colares.
António Caruna
2º Comandante
